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Incêndios na Patagônia geram críticas às medidas de austeridade de Milei

Incêndios na Patagônia devastam área superior ao dobro da cidade de Buenos Aires, ampliando críticas aos cortes de austeridade de Milei que reduzem recursos de prevenção

A drone view shows trees burnt by wildfires, in Cholila, in the patagonian province of Chubut, Argentina, January 29, 2026. REUTERS/Gonzalo Keogan
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  • Fogos florestais na Patagônia destruíram área maior que o dobro do tamanho de Buenos Aires.
  • Governo anunciou emergência nas províncias de Chubut, Rio Negro, Neuquén e La Pampa para destravar recursos.
  • Em Chubut, mais de 110.000 acres (44.515 hectares) já foram queimados; incêndios começaram em dezembro.
  • Milei implementa cortes de gastos conhecidos como “chainsaw”, e o orçamento de 2026 reduziu em 71% o financiamento ao Serviço Nacional de Gestão de Incêndios; o governo destinou cerca de $69 milhões ao combate.
  • Críticos e ambientalistas destacam relação com mudanças climáticas; Greenpeace aponta que a área já supera os 80.000 acres do último verão.

Patagônia em chamas: incêndios florestais devastaram área superior ao dobro do tamanho de Buenos Aires, gerando críticas às medidas de austeridade do governo Milei, que reduziram recursos de ajuda.

O fogo avançou principalmente pela província de Chubut, com ventos fortes e altas temperaturas dificultando o combate. O governo anunciou a declaração de emergência nas províncias de Chubut, Río Negro, Neuquén e La Pampa para liberar fundos.

Ameaça ao patrimônio natural se intensifica com a passagem pelo Parque Nacional Los Alerces, local UNESCO conhecido pelas árvores alerce, que podem viver mais de 3.600 anos. A área atingida já supera 110 mil acres (44.5 mil hectares), segundo autoridades locais.

Orçamento e resposta governamental

A atual gestão tem promovido cortes orçamentários rígidos, chamados de redução “em motosserra”, que reduziram recursos para prevenção e resposta a incêndios. Dados da FARN apontam queda real de 71% no financiamento ao Serviço Nacional de Gestão de Incêndios em 2026 ante o ano anterior.

O Ministério da Segurança informou desde já o aporte de cerca de 69 milhões de dólares para pressionar o combate ao fogo. Críticos afirmam que o aperto fiscal priorizou o equilíbrio fiscal em detrimento de fundos de emergência climática.

Economistas e organizações ambientais também destacam o caráter previsível das queimadas, atribuídas ao descaso com políticas de prevenção. A Greenpeace Argentina ressaltou que a gravidade dos incêndios se acentuou pela falta de recursos públicos, com impactos em ecossistemas e comunidades locais.

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