- Argentina decreta estado de emergência por incêndios na Patagônia, com mais de quarenta e cinco mil hectares queimados e abrangência sobre as províncias de Chubut, Río Negro, Neuquén e La Pampa.
- Decreto facilita envio de recursos para prevenir e conter as chamas, conforme anúncio do chefe de Gabinete Manuel Adorni, em 29 de janeiro.
- Governo Milei liberou cento bilhões de pesos para bombeiros voluntários e a Agência Federal de Emergências.
- Críticas crescem devido a cortes de verba para parques nacionais e redução de políticas ambientais, que teriam impactado prevenção e resposta aos incêndios.
- Parque Nacional Los Alerces, em Chubut, é o mais atingido com cerca de vinte mil hectares; outro incêndio na região de Puerto Patriada/ Epuyén soma mais vinte e dois mil hectares, com alerta vermelho mantido.
O governo argentino decretou estado de emergência devido aos incêndios que avançam pela Patagônia. O anúncio ocorreu nesta quinta-feira (29) e abrange as províncias de Chubut, Río Negro, Neuquén e La Pampa, com o objetivo de facilitar o envio de recursos para prevenção e contenção.
Até o momento, os incêndios já destruíram mais de 45 mil hectares de florestas na região desde o início do ano. Governadores locais tinham pedido ferramentas excepcionais diante das mudanças climáticas e da redução de verbas para prevenção de desastres ambientais.
O decreto de necessidade e urgência foi divulgado pelo chefe de Gabinete do presidente Milei, Manuel Adorni, via X. A liberação de recursos visa aquisição de equipamentos, materiais e uniformes para bombeiros e defesa civil, além da manutenção de estruturas usadas no combate ao fogo.
Fundo da questão
O Parque Nacional Los Alerces, em Chubut, é o principal foco, com cerca de 20 mil hectares atingidos. O fogo se estende pelo norte de Cholila, alimentado por altas temperaturas e ventos fortes, segundo autoridades locais.
Outro incêndio em Chubut atinge aproximadamente 22 mil hectares entre Puerto Patriada e Epuyén, ameaçando áreas residenciais. Bombeiros relatam dificuldades em conter as chamas que se aproximam de comunidades.
A resposta federal incluiu a liberação de 100 bilhões de pesos a associações de bombeiros voluntários e à Agência Federal de Emergências. Organizações ambientalistas denunciam cortes de financiamento a políticas de prevenção e mudanças climáticas.
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