- Lomiko Metals planeja explorar grafita a céu aberto em La Petite-Nation, Quebec, gerando cem mil toneladas por quinze anos.
- A oposição local, que já dura oito anos, envolve preocupações com impactos ambientais e turismo ecológico na região.
- Em dois mil vinte e quatro, o Pentágono investiu 8,3 milhões de dólares no projeto via Defense Production Act, junto com 20 milhões para uma refinaria de cobalto em Ontário e 6,4 milhões para cobalto/bismuto no Noroeste.
- Em agosto de dois mil e vinte e cinco, um referendo indicou que 95% dos moradores das comunidades próximas eram contrários ao projeto, embora o financiamento federal permaneça.
- Enquanto o andamento segue, comunidades locais exploram alternativas de desenvolvimento sustentável, preservando parques e reservas naturais da região.
O projeto de uma mina de grafita em La Petite-Nation, Quebec, enfrenta forte oposição desde o seu anúncio, há oito anos, por impactos ambientais e no turismo ecológico. A mina seria a céu aberto e abriria capacidade para entregar 100 mil toneladas de grafita ao longo de 15 anos.
A oposição é encabeçada por grupos locais de proteção de lagos e pela comunidade de Duhamel, que teme danos à água, ao ar e à economia regional baseada no ecoturismo. O objetivo dos residentes é evitar danos ambientais que comprometam o turismo e a qualidade de vida.
Em 2024-25, o Pentágono investiu 8,3 milhões de dólares no projeto por meio do Defense Production Act, visando assegurar recursos para defesa nacional. O financiamento ocorreu em conjunto com outros aportes para cadeia de minerais críticos.
Investimento e cenário financeiro
Além do aporte de 8,3 milhões, houve um subsídio de 20 milhões para a construção de uma refinaria de cobalto em Ontário, a primeira grande iniciativa desse tipo desde a Segunda Guerra Mundial. Ainda recebeu 6,4 milhões para um projeto de bismuto e cobalto no Noroeste.
2025 trouxe referendo local no qual 95% dos moradores das comunidades vizinhas à mina rejeitaram o projeto. Mesmo assim, o governo federal manteve o apoio financeiro ao empreendimento, mantendo expectativas de continuidade.
Implicações e perspectivas
A participação militar é vista por defensores da mineração como estratégia para reduzir a dependência de carvão e de fornecedores estrangeiros de minerais críticos. Críticos argumentam que interesses militares não devem conduzir decisões ambientais locais.
No âmbito público, a relação entre Canadá e EUA gerou debate sobre soberania e uso de recursos naturais. Grupos opositores apontam risco de exploração de minerais para fins militares, enquanto apoiadores destacam a necessidade de diversificar fontes críticas.
A Lomiko Metals, empresa responsável pela mina, já iniciou a coleta de amostras no local, enquanto autoridades provinciais afirmam não haver financiamento público adicional sem apoio social. Pesquisas locais indicam continuidade de propostas de desenvolvimento sustentável na região.
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