- Tim Smit afirma que o mundo está em melhor lugar hoje do que quando o Eden Project foi criado há 25 anos, em Cornwall.
- O fundador diz que visões políticas extremas são passageiras e devem desaparecer quando as pessoas perceberem que coisas boas estão por vir.
- Smit reforça a importância das plantas, chamando o Eden de monumento à vida vegetal e ressaltando que sem plantas não há vida na Terra.
- Ele aponta riscos climáticos e a necessidade de maior conservação da água e de energia independente para o país.
- Há planos para novos Edens em Morecambe, Dundee e Qingdao, além de continuidade de eventos e atividades no Eden atual.
O fundador Tim Smit afirma que o mundo está em uma posição melhor hoje do que quando o Eden Project foi criado. A declaração coincide com as comemorações dos 25 anos do complexo, localizado na Cornualha, no Reino Unido. Smit enfatiza que as pessoas passaram a se conectar mais com o mundo natural.
Segundo ele, o aumento de visões políticas extremas é resultado do medo de perder o controle do futuro, e essas correntes devem recuar quando houver percepção de avanços futuros promissores. O fundador compara esse fenômeno a uma fase passageira, que tende a se dissipar.
Smit faz ainda uma leitura sobre o comportamento humano: as pessoas são, no essencial, capazes de cuidado e solidariedade. Ele diz que o passado nem sempre foi melhor e que o presente já traz avanços, com o amanhã prometendo ainda mais benefícios.
Desafios ambientais e visão de longo prazo
Ele ressalta que mudanças climáticas trazem riscos: invernos mais úmidos e verões mais secos podem globalmente afetar o planejamento. O discurso critica a privatização da água e o consumo excessivo como entraves a políticas públicas eficientes.
Entre os apontamentos, destaca avanços na compreensão de micélio, a rede de fungos que pode subsidiar materiais de construção e a remediação de ambientes contaminados. O ecossistema do Eden Project é apresentado como elo entre pessoas e natureza, com foco educativo.
O projeto, que recebeu milhões de visitantes desde a abertura em 2001, mantém uma programação cultural variada. Além de visitas aos biomas, o espaço recebe shows e eventos comunitários, ampliando o alcance da sua missão.
Planos e impactos econômicos
Smit afirma a importância de uma visão de energia independente para a Grã-Bretanha, associando segurança energética à capacidade de cultivo de alimentos. O Eden projeta novos empreendimentos em Morecambe, Dundee e Qingdao, expandindo a presença global.
Durante a trajetória, o fundador enfrentou críticas, inclusive sobre aspectos de linguagem e de projetos locais. Ainda assim, o Eden projecta continuar a crescer, com atualização de dados econômicos ainda na pendente para o próximo ano.
Smit lembra que muitos visitantes afirmam que o encontro com a natureza oferece espaço para sonhar e aprender. O Eden é apresentado como um marco na valorização das plantas e do papel humano na natureza.
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