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Grupos da vida selvagem da Flórida criticam caça de ursos sancionada

Comissão de Conservação da Vida Selvagem da Flórida diz que caça de 52 ursos pretos foi necessária para controlar a população, diante de críticas

Floridians attend a fish and wildlife commission hearing about the bear hunt on 1 May 2025 in Ocala, Florida.
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  • A Comissão de Conservação de Fauna e Pesca da Flórida informou que 52 ursos pretos foram mortos em uma temporada de caça de três semanas, entre 6 e 28 de dezembro.
  • A FWC promete publicar um relatório completo de colheita nos próximos meses, com detalhes sobre onde e como os animais morreram.
  • Organizações de defesa dos animais contestaram a decisão de agosto de permitir a caçada, acusando a prática de ser “barbárica” e defendendo o uso de iscas, arcos e matilhas de cães.
  • A população de ursos pretos na Flórida teria se recuperado, passando de alguns centenas na década de 1970 para mais de quatro mil atualmente, segundo a FWC.
  • A caçada ocorreu com 172 licenças de captura única em quatro das sete zonas de manejo de ursos; comparação com a caçada de 2015, que foi interrompida após menos de 48 horas devido ao grande abate, é mencionada para contexto.

O programa de manejo de 2025 para ursos pretos da Flórida terminou com 52 animais abatidos em uma caçada de três semanas, entre 6 e 28 de dezembro. A Florida Fish and Wildlife Conservation Commission (FWC) informou o resultado preliminar e prometeu divulgar um relatório completo, incluindo locais e modos de morte, nos próximos meses. A ação foi defendida pela agência como necessária para controlar a população de ursos, que teria se recuperado de centenas de animais na década de 1970 para mais de 4 mil hoje.

A caçada ocorreu em quatro das sete zonas de manejo de ursos do estado e envolveu a emissão de 172 licenças de caça de único abate. Os números oficiais confrontam as críticas de grupos de proteção animal, que apontaram falhas científicas na decisão de autorizar o evento, o primeiro na Flórida em uma década.

Resultados oficiais e reações

Segundo a FWC, o objetivo foi manter a saúde das populações de ursos e alinhar a atividade com modelos de manejo usados por mais de 30 estados. A organização ressaltou que as zonas com maior população receberam prioridade e que a abordagem foi conservadora para não comprometer a viabilidade futura da espécie.

Críticos questionam a legitimidade da medida e destacam a falta de consenso público sobre a caçada. A Humane World for Animals publicou dados apontando que 81% dos residentes da Flórida são contrários à caça de ursos, incluindo o uso de iscas, arcos e cães, prática prevista para futuras temporadas conforme o grupo. A-andou-se ainda que a caçada gerou imagens de caça esportiva amplificadas em redes sociais, provocando questionamentos sobre o impacto ético.

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