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Fotografando o mundo oculto do slime mold

Fotógrafo britânico captura micro-organismos com lente macro, premiado pela escolha do público na categoria macro dos British Photography Awards 2025

Barry Webb's "Glistening Slime Mould" won the people's choice in the macro category of the British Photography Awards 2025
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  • Barry Webb, fotógrafo, venceu o prêmio popular na categoria macro dos British Photography Awards 2025 com a série “Glistening Slime Mould”.
  • As imagens são close-ups de fungos-amebóides que só são visíveis com lente macro de alto alcance e montagem de várias fotos.
  • Webb utiliza foco bracketing, capturando dezenas de imagens para criar uma única foto final nítida em áreas muito pequenas.
  • O tema mostra corpos frutificantes do moho-do-lama, que se alimentam de bactérias, algas e fungos e ajudam o ecossistema.
  • Dados da Royal Horticultural Society citam aplicações práticas do moho, como mapeamento de transporte urbano e pesquisas sobre matéria escura.

Barry Webb vence prêmio de escolha popular na categoria macro com a foto Glistening Slime Mould. A imagem faz parte do British Photography Awards 2025, destacando a visão em close de organismos de molda-úmidos unicelulares. A cerimônia ocorreu no Reino Unido e reconheceu a qualidade de trabalhos de diversos fotógrafos.

As fotos, capturadas por Barry, revelam detalhes que não seriam visíveis a olho nu. Utilizando uma lente macro de alta potência e um conjunto de imagens em composição, o fotógrafo mostra estruturas minúsculas que podem surgir em ambientes diversos, desde florestas até desertos.

O premiado trabalho foca nos corpos frutíferos do slime mould, onde a cor e o drama se intensificam e de onde são liberadas as esporas. Barry descreve que o tema não é fungo, nem planta nem animal, estando mais próximo de organismos ameboides.

Barry atua como jardineiro de profissão, mas tem a fotografia como hobby. A pandemia de Covid-19 levou o artista a passar mais tempo ao ar livre buscando esses seres, principalmente na região oeste de Londres, onde seu trabalho é mais conhecido.

Para registrar o slime mould, o processo envolve equipamento simples: câmera, tripé e tapete de ajoelhar. A técnica adotada é o foco bracketing, que usa dezenas de fotos para conseguir maior nitidez. No conjunto, mais de 100 imagens são combinadas em software para o resultado final.

Antes da descoberta do mundo do slime mould, o fotógrafo mencionou ter confundido a sujeira com pequenas lesmas. A partir de 2019, ele passou a explorar esse universo, que envolve alimentação de bactérias, algas e fungos, e é parte importante do ecossistema.

A Historic Royal Society of Photography (RHS) aponta que o slime mould já foi usado em aplicações práticas, como simulações de mapeamento de rotas de transporte urbano e na pesquisa sobre matéria escura, mostrando a relevância da observação científica aliada à arte.

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