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Cientistas recriam ecossistemas perdidos nas copas dos redwoods da Califórnia

Projeto piloto transplantou mats de samambaias para copas de redwoods; sessenta mats em quinze árvores elite, com planos de ampliar e envolver tribos

Scrub jay. Image by Becky Matsubara via Wikimedia Commons (CC BY 2.0).
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  • Projeto piloto iniciado em 2021 transplantou mats de samambaias para copas de redwoods jovens, visando reconstruir a camada de dossel.
  • Já foram plantadas 60 mats em 15 árvores consideradas elite no Vinicentro Van Eck Forest, na Califórnia.
  • Planos incluem ampliar para árvores maiores e áreas como Arcata, com participação de tribos locais e manejo remoto.
  • Mats de samambaias armazenam água, criam jardins arbóreos e abrigam espécies como salamandras, insetos e aves, contribuindo para a biodiversidade do dossel.
  • A iniciativa, liderada pela Pacific Forest Trust em parceria com a Cal Poly Humboldt, busca manter ecossistemas históricos em florestas manejadas, conciliando produção de madeira e preservação ambiental.

O projeto piloto, iniciado em 2021, transplantou mats de samambaias para copas de redwoods jovens na Floresta Van Eck, na Califórnia. A iniciativa busca restaurar a teia de canopy ao reintroduzir esses jardins arbóreos, que ajudam a armazenar água e abrigar espécies.

Participam a Pacific Forest Trust e a California State Polytechnic University, Humboldt, em parceria com comunidades tribais locais. Até agora, são 60 mats plantados em 15 árvores elite, com planos de ampliar para árvores maiores e áreas como Arcata.

Como funciona o experimento, que utiliza mats de samambaias que caíram de árvores antigas? Os mats são amarrados a ramos com corda de cortiça biodegradável, e após anos de adaptação passam a abrigar fauna, fungos e sementes, fortalecendo o ecossistema.

Dados mostram que as mats cobrem até 5 mil galões de água por acre, ajudando a manter a umidade durante períodos de seca e contribuindo para o regime hídrico da floresta. A presença de canopias densas reduz a temperatura do subsolo.

Os especialistas destacam que árvores antigas oferecem benefícios adicionais, como habitats variados e redes micorrízicas que favorecem a troca de energia entre plantas. Além disso, grandes árvores ajudam a sustentar as mats por longos períodos.

A equipe também avalia a possibilidade de expandir o programa para áreas como Arcata Community Forest, com árvores de idade moderada, onde podem funcionar como ilhas de biodiversidade dentro de um manejo florestal.

Além do canopy, a estratégia envolve preservar árvores consideradas potencialmente elite (PETs), que crescem mais rápido e podem sustentar as Mats de forma estável, servindo de base para o restabelecimento de componentes do ecossistema antigo.

Organizações ligadas à conservação defendem que esse tipo de intervenção pode ampliar a diversidade de espécies, desde anfíbios e aves até fungos, reforçando a resiliência diante de mudanças climáticas e menor presença de névoa.

As ações ocorrem em uma área de 3,8 mil hectares de floresta privada, que está sob gestão da Pacific Forest Trust com acordos de conservação. O objetivo é equilibrar exploração econômica de madeira com a restauração de características de florestas antigas.

A expectativa é que o projeto, além de ampliar a área de plantio de mats, sirva de modelo para outros ecossistemas arbóreos, mantendo a função hidrológica, o habitat de espécies vulneráveis e a conectividade entre diferentes comunidades da floresta.

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