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Centenas de demolições de casas em Detroit podem ter terra tóxica

Terras de aterro de demolições em Detroit podem conter chumbo, amianto e outras toxinas, com 424 locais potencialmente contaminados sob avaliação

An excavator removes debris from a demolished house next to a house with a foreclosure notice in Detroit’s Brightmoor area on 24 March 2014.
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  • Centenas de locais de demolição em Detroit teriam sido preenchidos com terra contaminada de detritos de construção de um shopping e de outras fontes, criando risco à saúde pública nas vizinhanças.
  • Não houve divulgação formal de quais toxinas foram detectadas; especialistas apontam chumbo, mercúrio, cádmio, compostos polinucleares aromáticos (PAHs) e asbesto como prováveis presentes no material de preenchimento.
  • Quatrocentos e vinte e quatro locais já foram identificados como potencialmente contaminados, com parte das amostras acima dos níveis de referência regionais.
  • O custo de remediação pode chegar a dezoito mil dólares por imóvel, segundo estimativas da prefeitura, dependendo da extensão da contaminação.
  • Autoridades estaduais e da prefeitura dizem que vão acompanhar ações de verificação e possível remediação; Mary Sheffield assume como próxima prefeita em meio a críticas sobre o manejo do problema.

Hundreds of demolitions em Detroit podem ter sido preenchidas com terra de construção tóxica, segundo especialistas. Restos de demolição e inertes de um shopping center aparecem como origem da brita usada para backfill em bairros, o que pode representar risco à saúde pública na cidade.

Analistas independentes e um ex-regulador apontam que chumbo, mercúrio, cadmio, PAHs e fibras de amianto são prováveis na terra de backfill. Tóxicos podem estar presentes mesmo em níveis baixos, com impacto potencial em contato direto e na qualidade do ar em propriedades adjacentes.

A administração do prefeito Mike Duggan, em fim de mandato, não divulgou quais toxinas foram detectadas. A cidade informou que os resultados de testes serão tornados públicos, enquanto a EPA regional e a EGLE trabalham para determinar ações cabíveis.

Até agora, a investigação pública identificou 424 sítios potenciais contaminados, com 32% dos 50 locais já testados acima de níveis de referência regionais. A prefeitura afirma que o problema é comum em várias cidades do país.

Especialistas alertam que a partir do solo contaminado pode haver risco imediato para crianças e moradores que frequentam ou residem próximo aos locais de demolição. A ausência de testes abrangentes aumenta a incerteza sobre a extensão da contaminação.

Duggan destacou, em coletiva de imprensa, que o risco só existe se houver escavação profunda e longos períodos de exposição, afirmação contestada por pesquisadores. A administração projeta custos de remediação significativos por propriedade.

Mary Sheffield, atual presidente interina do conselho, herdará o problema. Estimativas apontam valores elevados para corrigir cada sítio, com impactos financeiros para a etapa seguinte da cidade na gestão de terrenos degradados.

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