- Silva Gu patrulha áreas de capoeira fora de Beijing para combater armadilhas de poachers que capturam aves para comércio ilegal.
- Em uma operação, uma armadilha de redes finas foi avistada; um pássaro do tipo meadow pipit, protegido, ficou enredado e quase foi atingido; o poacher foi deterido pela intervenção de Silva e a polícia chegou cerca de quarenta minutos depois.
- Silva criou, há mais de dez anos, a Beijing Migratory Bird Squad para atuar junto às autoridades; trabalha gratuitamente e já conseguiu aproximar polícia e órgãos de fiscalização.
- A captura e venda de passarinhos silvestres é um negócio lucrativo na China, com aves como rubythroats valendo quase dois mil yuans em grandes cidades.
- Apesar de campanhas e ações policiais, as penas costumam ser brandas; ainda assim, Silva aponta avanços e espera mudanças geracionais para ampliar a proteção aos pássaros migratórios.
Silva Gu atua na proteção de aves migratórias na região de Beijing, com atuação há mais de uma década. Em outubro, ele acompanhou um casal de caçadores e registrou o uso de redes-mist, finas o bastante para passar despercebidas entre a vegetação.
As imagens mostram um espaço aberto nos arredores da capital, usado tanto por aves quanto por traficantes. Pequenos pássaros prontos para venda são capturados na rede e levados para mercados ou para a venda de animais de estimação. O preço de algumas espécies pode chegar a quase 2.000 yuan.
Durante a operação, Silva interceptou um caçador e o deteve até a chegada da polícia, cerca de 40 minutos depois. O homem tentou fugir, mas foi contido no caminho até a área de vegetação. A ação foi registrada quando os agentes chegaram e prenderam o suspeito.
Silva trabalha de forma voluntária, financiando parte das ações com economias próprias. Ele criou, em 2015, o Beijing Migratory Bird Squad, buscando atrair apoio da polícia e de órgãos ambientais para coibir a caça de aves migratórias.
Tráfego ilegal e impactos
China abriga mais de 1,5 mil espécies de aves, com milhares de migratórias que cruzam o país. A caça aquática e a captura para o comércio ilegal contribuíram para pressões sobre habitats naturais, especialmente em áreas de campo e pradarias que cercam grandes cidades.
O tráfico de aves é alimentado pela demanda de mercados urbanos, onde espécies como rubro-turin e bluethroat podem ter alto valor de mercado. Além disso, há uma prática cultural antiga associada à criação de pássaros em gaiolas, especialmente entre idosos, o que sustenta parte do mercado ilegal.
Policiais e autoridades têm intensificado operações para coibir o crime. Em ações recentes, a polícia de Beijing realizou prisões e apreensões de centenas de aves em redes de comércio, com foco em rotas que ligam áreas rurais a centros urbanos. As autoridades enfatizam a necessidade de endurecer as punições.
Silva afirma que, embora haja avanços, as penalidades ainda não desincentivam suficientemente o crime. Nos últimos dez anos, ele já resgatou mais de 20 mil aves e considera que mudanças geracionais podem ampliar a proteção aos songbirds.
O trabalho de Silva envolve planejamento com imagens de satélite para identificar trilhas de caçadores e potenciais áreas de pernoite para aves. A combinação de tecnologia e cooperação com a polícia tem contribuído para reduzir incidentes em áreas corriqueiras de prática ilegal.
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