- Justiça em Paris considerou TotalEnergies culpada de greenwashing, ao overstate suas promessas climáticas e o papel na transição energética.
- Tribunal determinou que a empresa retire as alegações enganosas do site e exiba a decisão por seis meses; inadimplência acarreta multa de 10 mil euros por dia.
- Não houve sanção financeira direta pela campanha, mas a empresa foi condenada a pagar 8 mil euros de indenização por dano moral às organizações que ajuizaram o caso, além de arcar com despesas legais.
- As ONGs afirmam que, apesar do discurso, a empresa segue desenvolvendo novos projetos de combustíveis fósseis em países como Iraque, Dinamarca, Tanzânia e Uganda.
- TotalEnergies informou que não pretende recorrer da decisão e substituiu os parágrafos contestados por descrição factual de suas ações; não appeals.
A Justiça de Paris condenou a TotalEnergies por práticas de greenwashing, afirmando que a empresa enganou consumidores ao superestimar seus compromissos climáticos e seu papel na luta contra o aquecimento global. A decisão determinou que a companhia retire do site promessas ambientais consideradas enganosas.
Coalizões de organizações não governamentais atuaram no caso, trazendo evidências de que, apesar de propaganda favorável à transição energética, a TotalEnergies continua desenvolvendo novos projetos de combustíveis fósseis em países como Iraque, Dinamarca, Tanzânia e Uganda. O objetivo foi desmentir o marketing ligado à mudança de nome da empresa, de Total para TotalEnergies, em 2021.
O tribunal entendeu que as declarações sobre neutralidade de carbono até 2050 e de ser “grande ator da transição energética” eram enganosas. A empresa deverá remover as promessas do site e exibir a decisão por seis meses. A multa por dano moral é de 8 mil euros, destinada às três ONGs envolvidas, além do ressarcimento de honorários legais.
A TotalEnergies não recebeu sanção financeira pela prática enganosa, mas terá que pagar a multa de dano moral e cobrir os custos processuais. A empresa afirmou que vai substituir os trechos questionados por uma descrição factual das realizações até o momento em sua estratégia multigeração e não planeja recorrer da decisão.
O veredito deve influenciar outros casos de greenwashing no setor, inclusive processos em andamento contra fabricantes de gás e petroleiras de outros países, e acende o debate sobre a credibilidade de narrativas de transição na prática empresarial. O desfecho abre espaço para futuras avaliações de campanhas de comunicação corporativa no ambiente regulatório europeu.
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