- Encontraram grandes reservas de água doce sob o leito atlântico, estendendo-se da New Jersey até Maine, na costa leste dos EUA.
- A descoberta ocorreu durante uma expedição de dois meses e meio, com perfurações a três distâncias da costa, por mais de quarenta pesquisadores de doze países.
- A água doce perto da costa, a cerca de 30 quilômetros, apresentou salinidade inferior a 1 ppt, enquanto a água do oceano aberto tem salinidade próxima de 35 ppt.
- A análise inicial sugere origem em um glaciar há cerca de 20 mil anos, quando o peso do gelo teria forçado água doce a se infiltrar no solo e ficar presa sob o oceano.
- Extrair esse recurso seria caro e logisticamente desafiador, devendo levar ao menos uma década para viabilidade; há ainda preocupações ambientais e sísmicas se houver retirada rápida.
Do que aconteceu, quem está envolvido, quando, onde e por quê
Ocorrência científica aponta para reservas de água doce sob o leito oceânico do Atlântico, estendendo-se ao largo da costa leste dos EUA, desde Nova Jérsia até Maine. A descoberta foi feita por uma equipe internacional durante uma expedição de dois meses e meio, com participação de mais de 40 pesquisadores de cerca de 12 países.
Expedição e resultados iniciais
A equipe realizou perfurações a três distâncias da costa e obteve água doce em cada ponto. Enquanto a água do mar registra salinidade de aproximadamente 35 ppt, a amostra mais próxima da costa apresentou salinidade inferior a 1 ppt, com o padrão de salinidade aumentando gradualmente com a distância do litoral, mas permanecendo muito abaixo da água do mar.
Origem e contexto científico
Os pesquisadores analisam a composição química para entender a origem e a idade da água. dados preliminares sugerem origem em um glaciar há cerca de 20 mil anos. Na época, grandes geleiras se estendiam do continente para ilhas como Nantucket, o que pode ter empurrado água doce para o subsolo marinho e mantido-a presa sob o fundo oceânico.
Possíveis exceções e implicações
Casos de água doce submarina já foram observados perto de Cape Town, na África do Sul, e na Flórida, onde a geologia local facilita a migração da água para o leito. Em tese, há evidências anedóticas de água doce ao longo de costas de vários continentes, com variações entre grandes e pequenas reservas.
Aplicação prática e limitações
Segundo os especialistas, extrair essa água seria caro e logisticamente desafiador, exigindo avanços que devem levar pelo menos uma década. Além disso, a água submarina é finita e não se recarrega como aquíferos terrestres, o que levanta cautelas sobre impactos aos ecossistemas do fundo e possíveis tremores se o recurso for esvaziado rapidamente.
Contexto e perguntas para o futuro
A discussão atual envolve como manter esse abastecimento como recurso de backup em situações de crise hídrica, sem ampliar a exploração que possa comprometer o ecossistema marinho. A pesquisa continua para confirmar a origem, a distribuição exata e o potencial uso dessa água doce submarina.
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