- Desde março de 2025, o Oceano Pacífico Equatorial está em condições neutras do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENSO).
- Modelos climáticos indicam uma probabilidade de 55% a 60% para a formação da La Niña entre setembro e dezembro de 2025.
- A Organização Meteorológica Mundial (OMM) aponta que a chance de La Niña é de 55% entre setembro e novembro e de 60% entre outubro e dezembro.
- A La Niña pode resultar em chuvas acima da média no Norte e Nordeste do Brasil, enquanto o Sul pode enfrentar tempo mais seco.
- A monitorização contínua dos fenômenos climáticos é essencial para entender suas implicações e preparar a população para as mudanças esperadas.
Desde março de 2025, o Oceano Pacífico Equatorial se encontra em condições neutras do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENSO), com anomalias de temperatura da superfície do mar próximas da média. No entanto, novas previsões climáticas indicam uma tendência crescente para a formação da La Niña, com probabilidades entre 55% e 60% entre setembro e dezembro de 2025.
Os dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM) revelam que, conforme a primavera avança, a possibilidade de La Niña se torna mais concreta. Para o período de setembro a novembro, a chance de formação do fenômeno é de 55%, enquanto entre outubro e dezembro essa probabilidade sobe para 60%. El Niño está descartado, com 0% de chance de ocorrência.
A La Niña, caracterizada pelo resfriamento das águas do Pacífico, pode trazer chuvas acima da média no Norte e Nordeste do Brasil, especialmente durante o verão. Por outro lado, o Sul do país pode enfrentar um cenário de tempo mais seco, o que pode agravar a estiagem em áreas agrícolas. Além disso, há um risco elevado de incêndios no Pantanal e na Amazônia, caso as chuvas diminuam em períodos críticos.
Monitoramento e Classificação
Para que a La Niña seja oficialmente reconhecida, a NOAA considera o Índice Oceânico Niño (ONI), que analisa a temperatura da superfície do mar na região do Niño 3.4. A classificação requer que a anomalia permaneça abaixo de -0,5 °C por três trimestres móveis consecutivos. Embora ainda não haja confirmação oficial, os modelos climáticos sugerem que a tendência pode se consolidar nos próximos meses.
Com a chegada da primavera em 22 de setembro, o Brasil se prepara para um período de transição climática. A monitorização contínua dos fenômenos climáticos será essencial para entender suas implicações e preparar a população para as mudanças esperadas.
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