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Conheça o motorista de táxi mais jovem de Londres

Aos 21 anos, Bahrain Mujagata é o mais jovem condutor licenciado de táxi preto em Londres, conciliando universidade, atuação e direção diante da queda de motoristas

Bahrain Mujagata completed the Knowledge in just two years and five months.
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  • Bahrain Mujagata, 21 anos, tornou-se o motorista de táxi amarelo mais jovem de Londres ao obter a licença de black cab no final de 2025, após concluir o Knowledge em dois anos e cinco meses.
  • Ele estuda ciência da computação em uma universidade de Londres e faz aulas de atuação, trabalhando frequentemente no período da tarde e à noite.
  • Mujagata cresceu em uma família de taxistas — o pai e o irmão também dirigem táxis pretos — e aprendeu as ruas de Londres com a ajuda de um professor particular em casa.
  • Para se qualificar, ele precisou decorar cerca de vinte e cinco mil ruas e fazer provas orais que exigem indicar a rota legal mais rápida entre dois pontos, levando em conta vias de mão única e restrições.
  • Enquanto o número de motoristas licenciados cai e a profissão debate o uso de táxis autônomos, ele mantém ceticismo quanto a substituir o motorista humano, dizendo que a interação humana é insubstituível.

Bahrain Mujagata, com 21 anos, tornou-se o mais jovem motorista licenciado de táxi preto de Londres ao concluir o Knowledge em apenas dois anos e cinco meses, um período curto frente à média de três a quatro anos. O feito ocorreu no fim de 2025, na capital britânica.

O jovem surgiu como exceção entre veteranos do setor, que costumam ter 54 anos ou mais. A notícia ganha peso diante do declínio do número de motoristas licenciados nos últimos anos, segundo dados de Transport for London. Mujagata tem histórico familiar na profissão: o pai e o irmão já dirigem táxis pretos há tempos.

Além de trabalhar, ele estuda ciência da computação em uma universidade de Londres e faz aulas de atuação. Seu dia a dia é organizado entre aulas, previsão de saída para atender passageiros a partir das 16h e retorno à primeira hora da manhã para estudar novamente.

Para se qualificar, ele enfrentou o treino intenso do Knowledge, que exige dominar cerca de 25 mil ruas e saber traçar rotas com base em regras de trânsito. A prática incluía revisões em casa com o tutor, preparação em horários antes do amanhecer e períodos de estudo noturnos.

A família apoiou a trajetória, com o pai orientando o processo e o filho ajustando a rotina para conciliar estudo, treino e atendimento aos clientes. Hoje, Mujagata divide turnos com o pai, trocando informações sobre pontos de espera para maximizar as corridas.

Entre as preocupações do setor permanece o avanço de táxis autônomos. Mesmo diante de planos do governo para permitir veículos sem motorista, Mujagata afirma que a presença humana mantém qualitativo nas conversas com passageiros. Ele acredita que o serviço humano continua essencial para o atendimento.

No Astral cafe, em Westminster, motoristas veteranos continuam trocando histórias de décadas no volante. O caso de Mujagata mostra que há espaço para novas vozes, mesmo em uma profissão com tradição consolidada e números em transformação. A comunidade do táxi londrino observa como esse jovem pode influenciar o futuro da profissão.

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