- Pete Hegseth vai abrir o Rededicate 250, cerimônia religiosa na National Mall, em Washington, DC, organizada por uma fundação privada em parceria com a Casa Branca.
- O lineup inclui um pastor de Detroit que chamou a plataforma democrata de “demoníaca”, um rabino que defende a tortura e um autor cristão que disse que morreria na luta para reverter a eleição de 2020; também estão confirmados Marco Rubio e Mike Johnson.
- O evento é visto por especialistas como palanque de líderes cristãos nacionalistas ou extremistas; não há participação de muçulmanos, líderes de igrejas negras históricas, povos indígenas ou protestantismo liberal.
- O público/participantes tem forte ligação com o cristianismo nacionalista e com a defesa de Israel; há críticas sobre a influência deles na política pública e na gestão de eventos patrocinados por entidades privadas.
- A Freedom 250, organização responsável pelo evento, está sob investigação congressual por uso de recursos federais e por venda de acesso a apoiadores de Trump.
Pete Hegseth vai liderar um comício religioso na National Mall, em Washington DC, neste fim de semana. O evento Rededicate 250 é apresentado como parte do jubileu de 250 anos dos EUA e é organizado por uma fundação privada em parceria com a Casa Branca. A programação inclui defensores do que especialistas classificam como nacionalismo cristão ou extremismo.
Entre os convidados estão um pastor de Detroit que já chamou a plataforma democrata de demoníaca, um rabino que defendeu o uso de tortura e um escritor cristão que, em 2020, afirmou que morreria na luta para evitar a eleição de Joe Biden. Hegseth, o secretary de Estado Marco Rubio e o presidente da Câmara, Mike Johnson, também estão previstos.
O Rededicate 250 faz parte de uma série de eventos promovidos pela Freedom 250, entidade privada lançada pela administração para apoiar a comissão semiquinental bipartidária criada pelo Congresso. A presença de diversos palestrantes tem levantado críticas sobre a neutralidade e a representatividade religiosa no roteiro.
A lista de oradores não inclui representantes de comunidades muçulmas, de igrejas históricas negras, de lideranças indígenas ou de protestantismos mais tradicionais. Especialistas apontam que o formato favorece líderes ligados a uma leitura conservadora e pró-Israel da fé pública.
O evento ocorre em meio a investigações do Congresso sobre o destino de recursos federais usados para os eventos da Freedom 250 e sobre o acesso de grandes doadores a espaços oficiais. A iniciativa é dependente de apoio de figuras próximas ao governo e de apoiadores de Trump.
Entre os palestrantes está Meir Soloveichik, rabino associado a instituições de peso e membro de comissões de direitos religiosos, que já defendeu posições controversas sobre tortura em contextos históricos. A presença do rabino é vista como exceção entre figuras tipicamente associadas a uma linha cristã conservadora.
Na visão de críticos, a pauta dos palestrantes envolve umavertente cristã nacionalista, com apoio a políticas de restrição de direitos civis e alinhamento intenso com políticas de Israel. Pesquisadores destacam que a composição do lineup reflete uma tendência de plataformas religiosas associadas ao apoio a agendas políticas específicas.
Entre na conversa da comunidade