- Durante os ensaios técnicos do carnaval na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, o pastor Cosme Felippsen criticou segmentos evangélicos e exaltou o samba e religiões de matriz africana.
- Felippsen disse que a chuva não é problema para quem vê “falsos fundamentalistas” em referência ao raio que atingiu participantes de um ato de direita em Brasília, em vinte e cinco de janeiro.
- Questionou cristãos que deixam a cidade no período carnavalesco, dizendo que a cidade e o carnaval não são do demônio, são dos cariocas e de quem ama a vida.
- Afirmou que o demônio não é o samba e apontou a fome de muitas famílias e o enriquecimento de algumas igrejas como problemas, chamando líderes religiosos de falsos profetas.
- Pediu respeito às religiões de umbanda, candomblé e quimbanda e afirmou que o carnaval é uma expressão cultural, enquanto ganância e racismo religioso são os reais problemas.
Durante os ensaios técnicos do carnaval realizados na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, o pastor Cosme Felippsen, da Assembleia de Deus Esperança, conduziu um momento de oração no qual fez críticas a segmentos do meio evangélico. O evento ocorreu na última quinta-feira, 5, sob forte chuva.
Felpippen também defendeu o samba e as religiões de matriz africana durante a passagem, chamando a atenção para a relação entre cultura popular e fé. Ele destacou que a cidade recebe pessoas que ama a vida, independentemente de crenças religiosas.
O pastor afirmou que não vê o carnaval como pecado, mas apontou a ganância e o racismo religioso como problemas a enfrentar. Ele pediu respeito às tradições da umbanda, do candomblé e da quimbanda, ao mesmo tempo em que criticou a ideia de que a cidade esteja sob influência demoníaca.
Posicionamento e desdobramentos
A fala ocorreu em meio a uma polarização entre religiosos que veem o carnaval como uma expressão cultural e outros que encaram o período como um desafio moral. A transmissão da oração gerou debates entre fiéis e membros da imprensa.
Segundo informações, Felippsen, que atua na Assembleia de Deus, disse que a cidade e o carnaval não pertencem ao demônio, enfatizando pertencimento de todos os cariocas e amantes da vida. Não houve relatos de incidentes durante a apresentação.
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