- O Conselho Northern Beaches, em Sydney, proibiu passageiros de biquíni ou sem camisa de usar o ônibus comunitário gratuito Hop, Skip and Jump, citando higiene e conforto de outros passageiros.
- O serviço diário tem 30 lugares e atende os bairros costeiros de Manly, Fairlight e Balgowlah; um cartaz em Manly determina que roupas devem ser usadas sobre o traje de banho.
- A medida foi destacada pelo programa Sunrise, que mostrou o cartaz e citou a base legal para recusar a entrada de passageiros com vestuário que possa sujar ou danificar o veículo.
- A decisão gerou reação mista nas redes sociais, com alguns apoiando as regras e outros criticando como excesso ou “polícia da moda”.
- Candy Bingham, vice-prefeita do conselho, afirmou que alguns trajes de banho são “confrontantes” para passageiros idosos, principalmente banyos molhados com areia que podem deixar o assento úmido.
O conselho do Northern Beaches, em Sydney, proibiu passageiros que vão de biquíni ou sem camisa de usar o serviço comunitário gratuito Hop, Skip and Jump. A regra foi implementada após feedback de usuários.
O Hop, Skip and Jump opera diariamente, com capacidade de 30 lugares, ligando Manly, Fairlight e Balgowlah. A medida visa manter a limpeza e o conforto do transporte compartilhado, segundo o município.
Na manhã de sexta-feira, a reportagem do programa Sunrise mostrou uma placa em Manly que orienta: roupas devem cobrir o traje de banho. A prefeitura citou legislação que permite aos motoristas recusar a entrada quando a vestimenta pode sujar ou prejudicar o veículo ou os demais passageiros.
A prefeitura explicou que roupas molhadas ou com areia podem afetar a higiene da cabine e o conforto dos usuários. A repercussão nas redes foi mista, com internautas criticando a medida e outros apoiando-a pela higiene.
Reações e debates
A suplente da prefeita, Candy Bingham, afirmou que alguns biquínis geram desconforto entre idosos, principalmente modelos mais reveladores, e que assentos molhados podem deixar as superfícies sujas. A prefeitura citou ainda que a regra é baseada em normas de conduta do serviço público de transporte.
Especialistas em sociologia observam que a regra reflete padrões históricos de apresentação pública. Eles apontam que a fiscalização de vestuário costuma variar entre gêneros e pode reforçar pressões sobre roupas femininas, sem impor o mesmo nível de atenção a roupas masculinas.
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