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Diretor do BTG apoiou operação de R$132 milhões para primo de Vorcaro, afirma PF

PF aponta que diretor executivo do Banco BTG Pactual apoiou empréstimo de R$ 132,9 milhões a empresa ligada ao primo de Vorcaro, mesmo com alertas de compliance

Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, em foto postada nas redes sociais
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  • A Polícia Federal aponta que diretor executivo do BTG Pactual participou de uma operação de R$ 132,9 milhões atípica, ligada ao Banco Master, por meio da empresa Infrasolar Holding, criada 18 dias antes.
  • Em abril de 2026, o BTG aprovou o empréstimo para uma beneficiária ligada a Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master; parte dos recursos foi usada para quitar dívidas no BTG e para repasses a Ciro Nogueira.
  • A PF aponta que Rafael Chitarra atuou para aprovar a transação mesmo com alertas dos setores jurídico e de compliance, e que a Oliveira Trust chegou a alertar o Coaf sobre irregularidades na operação.
  • O BTG sustenta ao STF que a operação fazia parte de uma reestruturação de crédito regular, com escrutínio interno e auditoria externa; a PF descreve um “fluxo circular de recursos” entre as partes envolvidas.
  • A prisão de Felipe Vorcaro é citada pela PF como indicativo de continuidade de delitos após a operação Compliance Zero; mensagens entre Vorcaro e Chitarra teriam sugerido pressão para liberar o dinheiro.

O diretor executivo do BTG Pactual participou de uma operação de R$ 132,9 milhões considerada atípica. A operação integra a investigação da PF na Operação Compliance Zero, que apura o Banco Master.

O empréstimo foi aprovado em abril de 2026 e teve como beneficiária a Infrasolar Holding, empresa recém-criada associada a Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Segundo a PF, Rafael Chitarra atuou para aprovar a transação mesmo diante de alertas dos setores jurídico e de compliance de uma das empresas envolvidas. Procurado, o BTG não respondeu.

O BTG sustentou ao STF a regularidade da operação, alegando que o repasse visava renegociar dívidas do grupo com o banco. Parte dos recursos, ainda conforme a PF, foi usada para quitar dívidas com o próprio BTG através da BRGD.

A PF descreve um fluxo de recursos entre empresas do grupo, apontando desconexão entre a operação e sua justificativa econômica, o que reforçaria indícios de irregularidades. A defesa do BTG afirma que havia planejamento para quitar passivos.

A Oliveira Trust, custodiando garantias, identificou irregularidades na Infrasolar e alertou o Coaf. A PF aponta que Vorcaro pressionou o banco para liberar o dinheiro diante da resistência dos auditores.

Entre as mensagens apreendidas, a PF indica que Vorcaro sugeriu que Esteves, então presidente do BTG, aprovou a operação. Segundo a PF, havia tentativa de conferir aparência de legitimidade à transação.

Em defesa, o BTG afirma que a operação fazia parte de uma reestruturação de crédito regular, com a transferência da relação de crédito para um grupo estruturado de energia e supervisão de compliance externo.

A Forgreen é citada como viável estrutura de contraparte, conforme o BTG, mas a PF aponta que a conta foi usada como passagem. A instituição também executou R$ 25,8 milhões de dívidas após a prisão de Vorcaro.

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