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Enteado de Wagner cobra dinheiro a Lima, diz PF

PF deflagra nova fase da Compliance Zero; enteado de Jaques Wagner cobra pagamentos de Lima e é investigado por repasses suspeitos.

Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado de Wagner e secretário de Meio Ambiente da Bahia, é alvo da PF
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  • A Polícia Federal deflagrou a nova fase da Operação Compliance Zero, com mandados de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner, o enteado Eduardo Mendonça Sodré Martins e o empresário Augusto Lima.
  • A investigação apura suspeita de vantagens econômicas indevidas para defender interesses do extinto Banco Master no Congresso.
  • Eduardo teria atuado ativamente nas cobranças a Lima; em mensagem de setembro de 2025, ele disse que “amanhã vence os boletos” e Lima citou cenário crítico financeiro.
  • Um mês depois, uma empresa ligada à família de Wagner recebeu transferência de R$ 3,5 milhões da PKL One Participações S.A. para BN Financeira LTDA.
  • A PF investiga se a BN Financeira foi usada para ocultar a origem dos recursos, que teriam como destino Wagner e seu entorno; planilhas mencionam repasses a Eduardo, conhecido como “Dudu”.

Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado do senador Jaques Wagner, é alvo de busca e apreensão na nova fase da Operação Compliance Zero deflagrada pela Polícia Federal. Martins integra o atual secretariado de Meio Ambiente da Bahia e é investigado por suspeitas ligadas às fraudes do extinto Banco Master.

A PF apura se Wagner recebeu vantagens econômicas indevidas de Vorcaro e Lima para defender interesses do Master no Congresso. Segundo os investigadores, os valores teriam chegado a Wagner direta ou indiretamente, por meio de familiares e estruturas societárias associadas ao grupo investigado.

A apuração aponta que Martins teve papel ativo nas cobranças a Lima, conforme decisão do STF autorizando a operação. Além dele, Wagner e Augusto Lima também são alvos de mandados. O material foi obtido com o sigilo autorizado e depois quebrado.

Em setembro de 2025, Eduardo enviou mensagem a Lima dizendo que amanhã vencem os boletos e que eram valores altos. Lima respondeu que o cenário era crítico, citando o fracasso da venda do Master ao BRB como razão.

Um mês após as cobranças, transferência de 3,5 milhões de reais foi registrada via PKL One Participações S.A., ligada a Lima, para BN Financeira Ltda., de Bonnie Bonilha, esposa de Eduardo e nora do senador. A PF investiga se houve vantagem indevida por meio dessa operação.

Planilhas localizadas no celular do advogado Daniel Monteiro, apontado como operador financeiro de Vorcaro, revelam pagamentos a Eduardo superiores a 2,3 milhões de reais. Os documentos também mencionam repasses a um apelido usado para o enteado de Wagner.

Investigações em andamento

  • PF continua apurando a origem dos recursos e os possíveis desdobramentos em favor do Master.
  • A defesa de envolvidos poderá apresentar novos relatos conforme avançam os trabalhos de perícia e coleta de provas.
  • O Ministério Público Federal acompanha o desdobramento com foco na neutralidade das informações apresentadas.

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