- A Polícia Federal encontrou cerca de R$ 1,2 milhão em um cooler e em uma mala dentro de um veículo blindado ligado a Carlos Alberto Coelho Oliveira Neto, sobrinho do ex-senador Fernando Bezerra Coelho, durante a operação Vassalos.
- Além do dinheiro, foram apreendidos três celulares, joias e relógios no local.
- Carlos Alberto é parente próximo de Fernando Bezerra Coelho e de seus filhos, Miguel Coelho e Fernando Filho, que também são citados na operação.
- A operação Vassalos investiga desvios em contratos da Codevasf financiados por emendas parlamentares, com suspeitas de licitações direcionadas, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
- Ao todo, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Distrito Federal, São Paulo, Goiás e Bahia.
A Polícia Federal localizou cerca de 1,2 milhão de reais em dois endereços ligados a Carlos Alberto Coelho Oliveira Neto, sobrinho do ex-senador Fernando Bezerra Coelho. O dinheiro estava em um cooler e em uma mala dentro de um veículo blindado durante as buscas da operação Vassalos, deflagrada na quarta-feira (25).
Além do montante, os agentes apreenderam no local três celulares, joias e relógios. Carlos Alberto é primo de filhos do ex-senador e está ligado a um dos sócios da Liga Engenharia, empresa apontada como principal investigada na operação.
A PF aponta que as transações ocorreram em espécie com indícios de fracionamento. A suspeita é de atuação como laranja de parlamentares, segundo a investigação. A defesa de Bezerra Coelho e filhos afirmou que os recursos de emendas foram destinados com lisura.
Operação Vassalos
A ação apura desvios em contratos da Codevasf financiados por emendas parlamentares. Ao todo, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, DF, SP, GO e BA. A PF investiga licitações direcionadas, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Segundo a PF, há evidências de uma organização entre agentes públicos e privados para desviar recursos públicos. O dinheiro obtido em licitações seria utilizado para pagar vantagens indevidas e ocultar patrimônio.
A defesa de Fernando Bezerra Coelho, Fernando Bezerra Filho e Miguel Coelho afirmou que os recursos foram aplicados de forma correta e com governança. Os advogados afirmaram confiança no cumprimento de normas.
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