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Nova abordagem de mapeamento prevê disponibilidade de habitat para espécies

Nova abordagem de mapeamento usa satélite, campo e especialistas para indicar habitats disponíveis e áreas potenciais de restauração e rewilding de bisão americano, jaguar, leão africano e tigre

A tigress in India.
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  • Novo framework de mapeamento combina sensoriamento remoto, dados de campo e inputs de especialistas para mapear a disponibilidade de habitat de quatro espécies: tigre, bison americano, jaguar e leão africano.
  • Utiliza dados de 2001 a 2020, incluindo mapinhas de cobertura do solo, relevo e o índice de pegada humana (humana footprint index), que mescla população, estradas, agricultura, urbanização e iluminação noturna.
  • Os mapas mostram onde as espécies existem atualmente e indicam habitats potenciais para restauração e reintrodução, distinguindo paisagens de conservação e de restauração.
  • Mesmo com desafios, os pesquisadores dizem que a disponibilidade de habitat não é tão baixa quanto esperavam, oferecendo sinal de que populações podem se recuperar.
  • Os dados já guiam decisões de conservação, com ações em parceria com comunidades indígenas na América do Norte e uso em cúpulas internacionais e iniciativas de conservação de espécies grandes.

O projeto Act Green, liderado pela Wildlife Conservation Society (WCS) e financiado pela NASA, lançou um novo modelo para mapear a disponibilidade de habitats de quatro espécies. A ferramenta utiliza dados de sensoriamento remoto, observações de campo e avaliações de especialistas para indicar onde os habitats existem hoje e onde podem surgir áreas para restauração e rewilding.

A iniciativa reúne informações coletadas entre 2001 e 2020, incorporando coberturas de solo, relevo e um índice de Pegada Humana que mede impactos como estradas, agricultura, urbanização e iluminação. A metodologia também conta com contribuições de especialistas para dimensionar os tamanhos mínimos de hábitats e conectividade entre áreas.

Expansão para mais espécies

O projeto já tinha sido aplicado a tigres e foi ampliado para quatro megafaunas: bisão-americano, jaguar e leão africano, em zonas geográficas distintas. Essa expansão valida o modelo e busca captar a dinâmica de paisagens para orientar ações de conservação.

Os mapas permitem classificar áreas como paisagens de conservação, onde a espécie já ocorre, e paisagens de restauração, onde ainda não há presença confirmada, mas há potencial. “Mapas dinâmicos ajudam decisões em tempo real,” afirma a pesquisadora Rachel Neugarten.

Os resultados ajudam a priorizar investimentos e esforços de manejo. Em alguns locais nos EUA e no Canadá, por exemplo, as informações já guiam planos de rewilding de bisões em pastagens disponíveis, com conversão de territórios degradados em habitats adequados.

Aplicações e impactos

Além de orientar ações locais, o conjunto de dados pode apoiar compromissos globais de conservação. Organizações podem usar as informações para apoiar campanhas de financiamento e para avaliar, com maior precisão, quais paisagens precisam de conectividade ecológica.

Embora o foco seja em quatro grandes mamíferos, a equipe destaca que a conservação desses refugos também beneficia muitos outros animais que dependem de ecossistemas saudáveis e bem conectados. As ferramentas seguem disponíveis para uso em futuras avaliações de habitats.

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