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Comércio sustentável de plantas silvestres beneficia pessoas e planeta

À véspera do Dia Mundial da Vida Selvagem, o comércio sustentável de plantas medicinais sustenta comunidades, especialmente mulheres, e preserva ecossistemas

Pranisha Pun harvests a cordyceps mushroom in western Nepal. Image by Sushil Mainali / ANSAB.
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  • Milhões de pessoas coletam plantas silvestres para saúde e sustento, mas muitas espécies estão em risco de extinção por coleta excessiva.
  • Com a aproximação do Dia Mundial da Vida Selvagem, plantas medicinais e aromáticas ganham destaque, pois são usadas em medicina, cosméticos e alimentação; até noventa e cinco por cento das pessoas em países em desenvolvimento dependem de medicina tradicional.
  • Segundo a IPBES, plantas, algas e fungos fornecem alimento, diversidade nutricional e renda para cerca de um em cada cinco indivíduos, com ênfase em mulheres, trabalhadores rurais sem terra e grupos vulneráveis.
  • A maior parte das plantas ainda não foi avaliada quanto a risco; entre as que foram, muitas enfrentam ameaça de extinção, o que afeta comunidades que vivem da coleta e do comércio.
  • Exemplo brasileiro envolve Nepal e a proteção de espécies listadas pelo CITES, como jatamansi, que tem aumentado a renda de mulheres e está sendo expandido para mais espécies e cadeias de suprimento transparentes.

O Dia Mundial da Vida Selvagem, em 3 de março, traz à tona a importância das plantas medicinais e aromáticas. Espécies silvestres, usadas para saúde, nutrição e renda, enfrentam riscos de extinção devido à coleta excessiva. O tema ganha relevância em debates globais de conservação.

Medicinal e aromáticas silvestres são amplamente utilizadas em medicamentos, cosméticos e alimentos. A Organização Mundial da Saúde destaca seu papel em países em desenvolvimento, onde até 95% das pessoas dependem da medicina tradicional para cuidados básicos.

Segundo o IPBES, plantas, algas e fungos silvestres fornecem alimento, diversidade nutricional e renda para cerca de 20% da população mundial, especialmente mulheres, camponesas sem terra e outros grupos vulneráveis.

Algumas espécies comuns já fazem parte do cotidiano, como ginseng americano, alcaçuz, argân, candelilla e incenso, embora estejam muitas vezes ocultas no dia a dia.

Avaliações de conservação existentes cobrem apenas uma fração das plantas medicinais e aromáticas usadas. Entre as avaliadas, várias correm risco de extinção por sobreaquecimento, sugerindo que o problema pode ser maior do que parece.

Desafios para comunidades e ecossistemas

A ameaça de extinção impacta milhões de trabalhadores rurais, muitas vezes marginalizados e predominantemente mulheres, que vivem da colheita, processamento e comércio de plantas silvestres. A perda dessas espécies afeta ecossistemas inteiros.

Para enfrentar o problema, é preciso políticas de conservação mais inteligentes com foco na utilização sustentável de plantas silvestres, valorizando ecossistemas e meios de vida. Cadeias de suprimento sustentáveis, legais e justas são essenciais.

Casos e caminhos

A experiência no Nepal, com proteção de espécies listadas pela CITES como jatamansi, mostra que conservação pode acompanhar melhoria de renda, principalmente entre mulheres, por meio de melhores condições comerciais. O modelo está sendo expandido a outras espécies himalaias e comunidades.

A atuação envolve empresas que precisam entender riscos de biodiversidade e de meios de vida locais, adotando cadeias transparentes e rastreáveis. Assim, é possível equilibrar conservação, saúde e renda.

Olhando adiante

Organizações associadas defendem que o comércio sustentável pode promover mudanças reais e duradouras. A meta é tornar o comércio de plantas silvestres benéfico para pessoas e planeta, especialmente em comunidades vulneráveis.

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