- O presidente Donald Trump busca transformar a arquitetura de Washington, DC, avançando com obras como um salão de festas de 400 milhões de dólares no East Wing da Casa Branca, demolido em outubro.
- Trump também envolveu-se pessoalmente em renovações, incluindo a possível pintura de branco do EEOB e planos para um grande arco triunfal próximo ao centro histórico, além de manter o projeto de um memorial de 250 anos da história dos EUA.
- Quarenta e cinco prédios federais sob a gestão da Administração de Serviços Gerais estão sob avaliação para dispensa acelerada, o que preocupa preservacionistas sobre demolições e remoção de arte específica do período do New Deal.
- A demolição do East Wing gerou ações legais, com o National Trust for Historic Preservation buscando interromper obras até revisão ambiental e aprovações, enquanto um grupo jurídico questiona a suposta flexibilização de regras por parte da Casa Branca.
- Ligas com o processo incluem a avaliação pública do projeto de salão, críticas sobre o tamanho da expansão e o risco de demolir prédios como o Robert C. Weaver Federal Building, o Wilbur J. Cohen Federal Building e outros que abrigam obras de arte históricas.
O presidente Donald Trump intensificou sua intervenção na arquitetura de Washington, DC, ao promover mudanças estruturais de alto custo e visibilidade. Entre elas, a demolição parcial da Ala Leste da Casa Branca para ceder espaço a um grande ballroom de cerca de 400 milhões de dólares. Ao mesmo tempo, ele anunciou a renovação da Kennedy Center e sugeriu mudanças na fachada de edifícios federais.
Ações de Trump incluem ainda a proposta de deixar a fachada do Eisenhower Executive Office Building toda branca e a construção de um arco triunfal próximo ao centro histórico da capital. Em paralelo, 45 edifícios federais sob gestão da GSA passaram a ser alvo de um programa de “disposição acelerada”, acendendo debates entre preservacionistas sobre a possibilidade de demolição de estruturas e obras de arte ligadas ao período do New Deal.
Medidas legais e contestação
A demolição da Ala Leste da Casa Branca ocorreu em outubro, sem aviso público ou aprovação formal, gerando ações legais movidas pela National Trust for Historic Preservation para interromper futuras obras até haver avaliação ambiental e aprovação legislativa. Especialistas apontam que a intervenção presidencial representa uma mudança significativa na gestão do patrimônio nacional.
Uma segunda ação institucional foi movida pela mesma instituição, ainda em dezembro, para barrar as obras do ballroom até que os processos legais e administrativos sejam devidamente conduzidos. Advogados destacaram que houve repetidas tentativas de contornar regras vigentes, o que tem sido objeto de escrutínio público.
Projetos emblemáticos e demandas de preservação
O projeto do ballroom da Casa Branca já mobiliza custos elevados e envolve compras de mármore e onix para o espaço, com início de preparativos em janeiro. O comitê responsável pela revisão pública, a National Capital Planning Commission, discutiu impactos de uma expansão de quase 90 mil metros quadrados, considerada muito maior que o prédio existente.
Paralelamente, há planos para erguer um grande arco triunfal no Memorial Circle, viés com data limite para a celebração do 250º aniversário dos EUA. A viabilidade depende de autorizações congressuais e de orçamento, que ainda não foram formalizados.
Edifícios históricos sob risco
Preocupam preservacionistas quatro edifícios federais em Washington, DC, apontados pela GSA como elegíveis para demolição. Entre eles está o Robert C. Weaver Federal Building, o Wilbur J. Cohen Federal Building e outros imóveis que abrigam obras de arte originais do período do New Deal.
Ex-funcionários da GSA destacam o risco de demolição sem aviso prévio, citando casos anteriores de perdas patrimoniais. Artigos de época e obras de artistas como Guston e os irmãos Magafan compõem parte do acervo potencialmente comprometido, caso ocorram demolições sem salvaguardas adequadas.
Entre na conversa da comunidade