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General alerta sobre politização das Forças Armadas por Trump, lembrando Stalin

General aposentado alerta que tentativa de politicizar as Forças Armadas sob Trump pode gerar consequências graves a longo prazo e comprometer a independência militar

Paul Eaton in Baghdad in June 2004. Eaton spent 37 years in active service.
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  • Maj Gen Paul Eaton diz que Trump e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, buscam politizar as forças armadas, o que poderia comprometer sua independência.
  • Ele compara as mudanças recentes a purgas e sustenta que demissões no topo — como do inspetor-geral, dos juristas militares e de oficiais-chave — sinalizam retirada de autonomia militar.
  • Eaton aponta a nomeação de Hegseth e acusações de lealdade ao presidente em detrimento do juramento à Constituição, além de substituições de chefias das marinhas e forças Aérea.
  • O governo tem federalizado a Guarda Nacional e enviado tropas para várias cidades, enfrentando questionamentos legais e resistência de governadores e prefeitos.
  • O militar aposentado alerta para riscos de conflitos internos e danos duradouros à reputação da defesa dos EUA, citando exercícios de guerra e incidentes envolvendo ações militares.

Maj Gen Paul Eaton afirmou que Donald Trump e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, tentam politicizar as altas patentes das forças armadas dos EUA, o que, segundo ele, pode ter consequências de longo prazo. A observação foi feita em entrevista ao Guardian.

Eaton, 75, tem carreira sólida no meio militar, com 37 anos na ativa. O crítico já treinou tropas para operações no Iraque e participou de missões de reconstrução institucional no país. Ele associou medidas recentes a uma erosão da independência militar frente à política.

O relato aponta que a nomeação de Hegseth ao Pentagonista ocorreu durante a administração atual. O general sugere que a fidelidade institucional deveria ser à Constituição, não a lideranças políticas, destacando o risco de desvio de função.

Relatos mencionam demissões no início do governo, como o afastamento de inspectores-gerais e de advogados militares, seguidos pela troca de chefes das forças. O objetivo seria, segundo Eaton, dar um tom de obediência às diretrizes oficiais.

Segundo o analista, o ambiente dentro das Forças Armadas passou a exigir alinhamento com a linha central do comando, sob pena de dispensas. Para ele, isso pode gerar dúvidas entre oficiais sobre a autonomia de decisão diante de ordens.

Eaton comparou o movimento a purgas políticas históricas, afirmando que retiradas de oficiais com função estratégica provocam efeitos similares, ainda que não com execuções físicas, mas com perdas de autoridade.

Entre 2025 e 2026, a discussão ganhou relevância após episódios que, na visão dele, apontam para aumento de intervenção política na atuação militar, inclusive em operações de alto risco. A gestão das antigas políticas de contenção é citada como tema sensível.

Outra frente relevante, segundo o ex-general, envolve a atuação de unidades nacionais de guarda nacional em cidades controladas por autoridades locais, levantando questões legais e de soberania estadual frente à federalização.

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