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Irã e Israel recuam após troca de tiros

Fim temporário de ações entre Irã e Israel eleva risco de colapso da trégua, com ataques a Beirute e retaliações que ampliam a tensão regional

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  • Irã encerrou operações militares contra Israel após troca de ataques que colocou em risco o cessar-fogo no Oriente Médio; Netanyahu disse que o fogo está “em hold” e Trump teria pedido para recuar.
  • Hezbollah afirmou ter lançado foguetes contra alvos israelenses em retaliação aos ataques de Israel no sul do Líbano; Israel respondeu mirando infraestrutura “terrorista” no sul de Beirute, deixando dois mortos e pelo menos vinte feridos.
  • Irã, por sua vez, lançou onze mísseis balísticos contra bases militares de Israel; o conflito também teve a participação dos houthis, que disseram atacar Israel.
  • Em resposta, Israel realizou duas ondas de ataques em território iraniano, ferindo ao menos quinze pessoas e atingindo o maior complexo petroquímico do país.
  • O episódio intensifica o risco ao cessar-fogo promovido por EUA e Irã, com Teerã alertando sobre represálias e Netanyahu afirmando que Israel responderá a qualquer ataque, enquanto Washington não está diretamente envolvido.

O Irã informou o fim das operações militares contra Israel na segunda-feira, após um intercâmbio de ataques que elevou o risco de desancorar o cessar-fogo no Oriente Médio. O Primeira Ministro de Israel, Benjamín Netanyahu, afirmou que o país colocou o fogo “em espera” em meio a supostos pedidos de Washington para recuar.

Hezbollah afirmou ter dado resposta a ataques israelenses no sul do Líbano, lançando foguetes contra alvos em território israelense. Em resposta, Israel atingiu infraestrutura considerada vinculada ao que chamou de grupo terrorista, no subúrbio sul de Beirute. Dois civis morreram e dezenas ficaram feridos, segundo o Ministério da Saúde do Líbano.

O Irã lançou 11 mísseis balísticos contra bases militares de Israel logo após os ataques de Beirute. O país acusou os Estados Unidos de coordenação com Israel. Paralelamente, milícias houthis no Iêmen disseram ter almejado alvos marítimos ligados a Israel no Mar Vermelho.

Ontem à noite, Israel realizou duas ondas de ataques a alvos centrais no Irã, deixando pelo menos 15 feridos e danificando o maior complexo petroquímico do país. Netanyahu disse que não aceitará ataques contínuos e que o direito de se defender está plenamente reservado.

Trump, de fora do conflito direto, teria pressionado Netanyahu a suspender ações próximas a Beirute para evitar a interrupção das negociações com o Irã. O governo americano não confirmou envolvimento direto nas ações. O ministro das Relações Exteriores do Irã prometeu retaliação mais dura a futuras agressões.

Desdobramentos regionais

As ações elevam o risco de romper o cessar-fogo negociado entre EUA e Irã em abril. O governo israelense sinalizou a continuidade da resposta caso haja novas agressões, enquanto o Irã advertiu que medidas mais severas seriam tomadas diante de novas provocações.

Apesar da ofensiva recente, autoridades locais ressaltam que o conflito entre Israel e grupos vinculados ao Irã continua sendo o grande fator de instabilidade na região. Observadores destacam a importância de manter canais de negociação para evitar uma escalada maior.

A tensão também envolve aliados e proxies na região, como Hezbollah no Líbano e houthis no Iêmen, cuja participação complica a monitorização de cessar-fogos.Analistas apontam que a dinâmica entre EUA, Israel e Irã pode exigir novos acordos para reduzir o risco de confrontos diretos.

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