- Ucrânia realizou o segundo ataque com drones contra a principal refinaria de Moscou em uma semana, causando incêndio e grande coluna de fumaça; não há vítimas.
- O ataque ocorreu a cerca de quinze quilômetros do Kremlin e envolveu aproximadamente duzentos drones; a refinaria fornece cerca de um terço do combustível da cidade de doze milhões de habitantes.
- O Ministério da Defesa russo afirma ter derrubado quinhentos cinquenta e cinco drones em todo o país, sendo cento e noventa e quatro direcionados contra a capital; ataques afetam o abastecimento de combustível em várias regiões e levaram a limites de venda de gasolina e diesel em dezoito províncias.
- A ofensiva de drones também prejudica o transporte: vários voos foram desviados ou atrasados, com passageiros relatando longos atrasos e realocações.
- Pesquisas indicam que a maioria da população apoia as ações das forças armadas contra a Ucrânia, apesar de uma parcela considerar a necessidade de encerrar o conflito; há divisão sobre o rumo da política e da mobilização.
O segundo ataque com drones contra a principal refinaria de Moscou nesta semana atingiu um marco na ofensiva de Kiev sobre a infraestrutura russa. O complexo de refino, que abastece cerca de um terço do combustível da megalópole de 12 milhões de habitantes, pegou fogo durante a madrugada, em meio a uma série de bombardeios contra hidrocarbonetos russos. O ataque ocorreu em uma área a cerca de 15 quilômetros do Kremlin.
Autoridades russas afirmam que o tráfego aéreo foi afetado em várias regiões, com limites de venda de gasolina e diesel impostos em 18 províncias para evitar desabastecimento. Segundo o Ministério da Defesa, cerca de 555 drones teriam sido neutralizados no país, dos quais 194 tinham como alvo Moscou. Não houve vítimas confirmadas até o momento.
A ofensiva se insere em uma campanha de bombardeios que mira a produção de combustível russo, pilar financeiro do governo para manter a atuação militar. O ataque também preocupa o transporte, com relatos de atrasos e arredondamento de voos em Moscou e em rotas ligadas ao país.
Contexto econômico e social
Estudos apontam impacto no abastecimento regional, com interrupções em séries de entrega e maior pressão sobre o mercado de energia. Em Moscou, moradores relatam sensação de insegurança e adaptação a uma situação de longa duração. A população permanece em grande parte favorável à continuidade da ofensiva, segundo pesquisas, embora haja parcela que municipaliza avaliação crítica ao conflito.
Analistas apontam que a violência parecia se intensificar após ataques anteriores na semana, somando-se a pressões internacionais e a guerra já em seu quinto ano. O governo russo reforça mecanismos de proteção civil e de informação para evitar pânico e desinformação diante dos eventos.
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