- A Marinha dos EUA atingiu uma embarcação acusada de contrabando de drogas no Pacífico leste, resultando na morte de três pessoas, na quinta-feira.
- Ao todo, o número de mortos em ataques a barcos realizados pelos EUA chega a duzentos e onze desde o início de setembro.
- O Comando Sul disse que o alvo eram traficantes em rotas conhecidas, mas não apresentou evidências de que a embarcação transportava drogas.
- Um vídeo divulgado mostrou o barco acelerando pela água antes de ser atingido e pegar fogo.
- Críticos questionam a legalidade e a efetividade dos ataques; alguns senadores pediram divulgação de vídeo inédito.
O Exército dos EUA confirmou que uma embarcação, acusada de envolvimento com o tráfico de drogas, foi atingida no Pacífico leste na quinta-feira, resultando na morte de três ocupantes. A ação ocorreu durante uma operação de combate a narcotráfico, segundo o Comando Sul dos EUA. A justificativa é de desmantelar redes que supostamente traficam drogas para os Estados Unidos.
Segundo o Comando Sul, a ação visa rotas conhecidas de contrabando. Não houve divulgação de provas de que a embarcação transportava drogas. Um vídeo divulgado pela instituição mostra o momento em que o barco é atingido e pega fogo, antes de afundar.
Desde o início de setembro, o governo tem classificado determinados alvos como “narcoterroristas” e diz atuar para conter o fluxo de entorpecentes que chegam ao território americano. A quantidade de mortos em ataques de barcos sobe para, pelo menos, 211.
Contexto e críticas
A avaliação pública sobre a legalidade e a eficácia dos ataques permanece divergente. Críticos apontam que grande parte do ilícito tráfico de fentanil envolve rotas terrestres a partir do México, com químicos importados de China e Índia.
Senadores demandaram na quinta-feira a publicação de vídeos íntegros dos ataques, o que gerou escrutínio entre legisladores democratas e estudiosos de direito militar. A primeira ofensiva, realizada em setembro, também gerou preocupação jurídica entre especialistas.
Quadro institucional e investigações
O Pentágono afirmou que um segundo ataque, que matou dois sobreviventes, ocorreu em legítima defesa para destruir a embarcação, conforme leis de conflito armado. Em maio, a auditoria interna do Pentágono informou que irá revisar o uso de o que chama de ciclo de direcionamento, ainda que o foco seja técnico.
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