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Estudantes de medicina brasileiros são cooptados para contrabando de canetas paraguaias

Estudantes brasileiros de medicina são usados pelo crime para contrabandear canetas paraguaias com tirzepatida; apreensões sobem 860,8% neste ano

Brasileiro que estuda medicina no Paraguai foi detido na aduana de Foz do Iguaçu ao tentar entrar no país com caixas de ampolas de tirzepatida presas ao corpo, no dia 25 de maio
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Dois estudantes brasileiros de medicina foram presos na fronteira entre Brasil e Paraguai ao tentar entrar no país com medicamentos em embalagem de tirzepatida presos ao corpo. A ação ocorreu no dia 25, na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR). Eles utilizavam um táxi paraguaio para cruzar a fronteira vindo de Ciudad del Este.

Os jovens, que estudam nas universidades da região que atraem brasileiros para cursos de medicina, teriam transportado cerca de 200 caixas de tirzepatida de 15 mg. Cada caixa traz quatro ampolas; o valor estimado nos estabelecimentos paraguaios fica em torno de R$ 430 por caixa. A dupla foi detida em flagrante, enquanto o taxista foi liberado.

A fiscalização da Receita Federal na Ponte da Amizade encaminhou os estudantes à Polícia Federal. Os medicamentos estavam presos ao corpo com fita adesiva, cobertos por casacos e bolsas, para evitar apreensão na travessia.

Contexto da prática

Segundo o chefe da aduana brasileira na Ponte da Amizade, a percepção de ilegalidade é baixa entre a população. Dados indicam que o contrabando tem sido agravado pela presença de estudantes de medicina na região, com aliciamento em foco.

Entre os números recentes, a Receita Federal aponta aumento expressivo nas apreensões: de 7.479 unidades no ano anterior para 71.860 neste ano, multiplicando as estimativas de mercado paralelo de canetas emagrecedoras paraguaias.

Panorama educacional e mercado

O Paraguai possui várias faculdades de medicina, com mensalidades significativamente mais baixas que as brasileiras. Estudantes brasileiros representam uma parcela considerável de matrículas, o que alimenta o fluxo para a fronteira.

Após concluir o curso, graduados precisam passar pela Revalida para exercer a medicina no Brasil. A região de Ciudad del Este concentra parte desse fluxo de estudantes, que cruzam diariamente a fronteira para estudar e, às vezes, atuar em atividades ilícitas no lado brasileiro.

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