- Dina Kemal Marchant é colecionadora, patrona e assessora cultural focada em arte contemporânea da Ásia Central, nascida em Almaty e morando em Londres há quase trinta anos; viaja ao Cazaquistão pelo menos quatro ou cinco vezes por ano.
- Fundou a Stories of Art, empresa que oferece cursos de história da arte de um ano, e apoia o Pavilhão do Cazaquistão na Bienal de Veneza e residências na Delfina Foundation, em Londres.
- O primeiro objeto adquirido foi um par raro de telas japonesas do século XVII, Tales of Genji, que permanecem juntas há mais de quatro séculos e hoje ficam na entrada de sua casa em Chelsea.
- A última compra foi um têxtil cibernético da artista cazaquaze Almagul Menlibayeva, The Map of Nomadizing Reimagining (2023), que sintetiza doze instalações de vídeo na Ásia Central e no Irã.
- Ela busca obras que abordem temas políticos, ecológicos ou históricos; aprecia a obra Boîte-en-valise de Marcel Duchamp e gosta de espaços de encontros como Basel e o Tinguely Museum, em Basel.
Dina Kemal Marchant, colecionadora kazakh e assessora cultural, atua como patrona da arte contemporânea da Ásia Central. Nascida em Almaty, vive em Londres há quase 30 anos e viaja frequentemente a Cazaquistão, mantendo firme a ligação com suas raízes artísticas.
A profissional, que já trabalhou no setor financeiro, hoje dirige a Stories of Art, empresa de cursos de história da arte. Também apoia a participação do Pavilion do Cazaquistão na Bienal de Veneza e residências de artistas na Delfina Foundation, em Londres.
Entre as aquisições marcantes, Marchant destaca um conjunto raro de dois rolos japoneses do século XVII, conhecidos como Tales of Genji, negociados há mais de duas décadas. Ela também investe em obras que tratam de temas políticos, ecológicos ou históricos.
Na última compra, a colecionadora adquiriu The Map of Nomadizing Reimagining, de Almagul Menlibayeva, obra que reúne 12 grandes instalações em vídeo pela região Central e Iran. O interesse é compreender a herança cultural da Rota da Seda.
No dia a dia, Marchant prefere explorar Basel para encontros, com destaque para o Museum Tinguely e o Rhine. Ela também aponta espaços como Volkshaus Basel e Namamen, além de frequentar festas promovidas por galerias e institutos.
Além do acervo, a especialista valoriza apresentações em formato de exposição individual, que amplia o diálogo entre artistas e público. Em viagens, mantém o foco em obras que dialogam com questões históricas e geopolíticas.
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