- Elyse Gonzalez é diretora do Ruby City, centro de arte em San Antonio.
- A obra que escolheria viver com é L’Enseigne de Gersaint, de Watteau (1720-21), pela beleza e por dialogar com arte, sociedade, gênero e o mundo da arte.
- Uma experiência marcante foi trabalhar numa galeria em Houston no último ano do ensino médio, o que lhe abriu portas na Menil Collection e, com apoio de Hiram, levou ao mestrado em Williams College.
- Ela tem Olivia Laing como escritora de referência, acompanha Tracey Rose e o gênero Amapiano, e lê Carl Jung para alimentar o pensamento curatorial.
- Para ela, a arte existe para o prazer, para estimular conhecimento, ampliar a compreensão de outras vidas e promover a conexão humana.
Elyse Gonzales atua como diretora do Ruby City, centro de arte contemporânea em San Antonio. Em entrevista, ela compartilha influências culturais que moldam sua curadoria, incluindo textos de Olivia Laing e análises de sonhos.
A liderança de Gonzales também traz relatos sobre a trajetória profissional. Ela iniciou na Devin Borden Hiram Butler Gallery, em Houston, antes de passar pela Menil Collection e, com apoio de Hiram, concluir mestrado em Williams College. O percurso revela uma aproximação entre prática museológica e pesquisa.
Os vínculos com a Ruby City ganham força ao destacar a visão da fundadora Linda Pace. Pace sonhou com o edifício e, em 2007, encaminhou ao arquiteto David Adjaye o projeto que ganhou vida. A ideia de sonhar o espaço norteou a instituição desde o início.
A pesquisadora cultural enfatiza a importância de referências amplas. Entre as leituras favoritas, destaca Olivia Laing pela fusão de pessoas, eventos e objetos, e sugere que o estudo de sonhos alimenta o pensamento curatorial. A leitura de Carl Jung também é mencionada como fonte de inspiração.
Dentro das atividades atuais, Gonzales trabalha na montagem de uma mostra de obras de Tracey Rose, combinando desenho e vídeo. Ela comenta o interesse por entender artistas por meio de interesses fora da prática principal, como música.
Sobre o papel da arte, a diretora afirma que sua função é oferecer prazer, estímulo visual e conceitual, ampliando o conhecimento, a compreensão das experiências alheias e a conexão humana.
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