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Kelly Akashi celebra a resiliência de Altadena após incêndios em LA

Kelly Akashi apresenta Field Set em Altadena, evidenciando reconstrução após incêndio com jardim replantado e participação da comunidade

Kelly Akashi at the site where her house and studio once stood in Altadena, California
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  • A artista Kelly Akashi retornou a Altadena, região devastada pelo incêndio Eaton no ano passado, para a instalação Field Set no terreno onde ficava sua casa e estúdio, realizada em parceria com músicos e com apoio da Los Angeles Nomadic Division.
  • O projeto ocorreu em um período de dois dias, com aproximadamente 500 visitantes no primeiro dia, incluindo pessoas que também perderam casas no incêndio.
  • Field Set reorganiza materiais salvados: galhos carbonizados, vigas de metal enferrujadas, mais as próprias orbes e vasos de vidro soprado, junto de um jardim replantado com flores silvestres.
  • Akashi mencionou a possibilidade de reconstruir a casa e o estúdio, ressaltando a necessidade de testes; a chaminé, que sobreviveu ao fogo, pode ser conservada em futuras intervenções.
  • A mostra está ligada a outras ações da artista, como a obra Monument (Altadena) para a Whitney Biennial e comissões em Nova York, incluindo uma peça para o novo terminal do Aeroporto JFK.

Kelly Akashi reabre o terreno onde ficavam casa e estúdio em Altadena, após incêndio que devastou a região no ano passado. Em uma instalação e apresentação de dois dias, a artista baseada em Los Angeles explorou o tema do crescimento após a destruição no local.

Field Set, projeto com colaboração de músicos locais e apoio da Los Angeles Nomadic Division (Land), ocupou o terreno onde antes havia a casa e o estúdio de Akashi. No primeiro dia, cerca de 500 pessoas participaram da visitação aberta ao público, com visitas ocorrendo na tarde de sábado.

Ao retornar ao sítio, Akashi encontrou apenas uma chaminé de tijolos sobrevivente entre as ruínas. Ela integrou resíduos coletados ao novo trabalho, que também inclui o reaproveitamento de elementos naturais encontrados no local e uma replantação de jardim com flores silvestres.

O conjunto de peças envolve galhos carbonizados apoiados em vigas de metal enferrujadas, além de suas já conhecidas oubs e vasos de vidro soprado. A intervenção combina o que restou com objetos artesanais, buscando destacar a fragilidade da vida e a relação entre o natural e o feito pelo ser humano.

Para a montagem, Akashi contou com a ajuda de amigos na reorganização do espaço. O projeto também contou com a sonoridade criada a partir de gravações de earthmoving e de caminhões, editadas em uma faixa de três horas e transmitidas por subwoofers instalados no local.

Akashi afirmou, por meio de informações divulgadas pela organização, que a ideia é chamar atenção para cada planta individual enquanto reforça o tema mais amplo de recuperação da comunidade. A artista tem seguido trajetória destacada no cenário contemporâneo, com recente exposição na Lisson e novas encomendas em Nova York.

A curadora Laura Hyatt, diretora da Land, ressaltou a relação entre a intervenção e o solo do terreno, destacando o cuidado com a área desde os incêndios. Além do Field Set, Akashi mantém planos de continuidade criativa, incluindo a possibilidade de recuperar a chaminé por questões estruturais e continuar o processo de reconstrução do espaço.

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