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Jordan Eagles discute sangue como tecido conectivo ou divisão em Pioneer Works

Bases Loaded, em Brooklyn, examina pertencimento e política de saúde por meio de sangue, Mets e políticas de doação que discriminam LGBTQ+

Jordan Eagles has used donated blood and medical waste in his works since the 1990s, with health policies that discriminate against LGBTQ+ people a central theme
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  • Bases Loaded, mostra de Jordan Eagles no Pioneer Works, em Brooklyn, explora pertencimento e política de saúde através da paixão pelo New York Mets e do uso de sangue doado.
  • O conjunto inclui três trabalhos: releituras de capas do New York Post sobre o time, esculturas em resina com o formato de home plate cheias de sangue e artefatos, e camisetas distribuídas aos doadores no Citi Field com sangue de homens HIV‑positivos organizadas por cores.
  • A origem da série veio de uma camiseta recebida durante doação de sangue; a obra atual usa esse símbolo para discutir como políticas de doação de sangue limitam a participação de pessoas LGBTQ+.
  • O artista usa o tema da doação de sangue e a retórica político‑partidária para discutir identidade e pertencimento, destacando que o sangue pode unir ou dividir.
  • A peça The Goat (2026) mergulha fotos de família em sangue dentro de um home plate, incluindo sangue do próprio artista e de seu pai, explorando laços familiares e memória.

Jordan Eagles apresenta em Bases Loaded, em Brooklyn, uma leitura do próprio percurso artístico: usar sangue doado e resíduo médico para questionar pertencimento e a política de saúde nos EUA. A mostra fica na Pioneer Works e aborda a polarização cultural do país.

A mostra se desdobra em três frentes. Há releituras em grande escala de capas do New York Post sobre o Mets, esculturas em resina na forma de home plate preenchidas com sangue e objetos familiares, além de camisetas entregues a doadores no estádio que ganham uma colagem de sangue de homens HIV positivos.

As camisetas que originaram o projeto nasceram na curiosa observação de Eagles durante uma ida a Citi Field: uma peça dizia que os Mets estavam nas nossas veias. A partir disso, o artista uniu a ideia de sangue que une e separa em uma peça inaugural da exposição.

Contexto e relação com políticas de saúde

Eagles lembra que, desde os anos 1990, usa sangue doado e resíduos médicos para discutir políticas de saúde que restringem a participação de pessoas LGBTQ+. A nova mostra amplia essa discussão para temas de pertencimento e identidade na política americana.

Outra linha da mostra reimprime uma manchete do New York Post sobre Mike Piazza, com foco no slogan que sugeria que ser gay era algo a negar. A obra comenta a sensacionalização de identidades e o impacto social dessas mensagens.

Obras centrais e técnica

Entre as obras, destaque para uma peça que usa o formato de home plate com sangue embalado em resina, além de objetos familiares de família. A curadoria combina referências esportivas, memória e violência simbólica associada ao sangue.

A exposição também traz a série The Goat, prevista para 2026, com tubos de sangue da família fundidos a uma nova casca de home plate. Fotografias antigas da relação entre Eagles e o pai aparecem em camadas com o sangue, gerando curvas de memória.

O artista comenta que o projeto atual mergulha em temas maiores, como o pertencimento nacional, a identidade e a retórica pública, em que o sangue aparece tanto como elo quanto como instrumento de divisão.

Perspectiva do artista

Eagles aponta que o trabalho não se limita ao histórico de políticas de doação, mas se dirige a uma reflexão sobre como a América enxerga o próprio corpo coletivo. A obra busca revelar vulnerabilidades sem abrir mão da análise crítica.

Segundo ele, o envolvimento com o próprio sangue torna a expressão mais direta, embora o projeto tenha começado por uma necessidade de participação que ele sentia não ter alcançado. A exposição segue nesse eixo de autoexploração.

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