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Rothko de Mnuchin lidera leilão de US$407,5 mi na Sotheby’s NY

Rothko de Mnuchin lidera leilão de 407,5 milhões de dólares na Sotheby’s, com recordes de artistas emergentes e recuperação da confiança no mercado

Auctioneer Oliver Barker sells Rothko's Brown and Blacks in Reds from 1957
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  • Sotheby’s abriu a temporada com a venda dupla da coleção de Robert Mnuchin e uma sessão de contemporâneos, totalizando US$ 407,5 milhões (US$ 433,1 milhões com taxas) e ficando no meio das estimativas.
  • Todas as onze obras da coleção Mnuchin foram garantidas, resultando em US$ 140,7 milhões (US$ 166,3 milhões com taxas) em venda “white glove” (sem risco para o vendedor).
  • Destaque Rothko: Brown and Blacks in Reds, de 1957, foi vendido por US$ 74 milhões (US$ 85,7 milhões com taxas), próximo ao recorde da artista no histórico da casa.
  • Outro Rothko da venda, No. 1, de 1949, atingiu US$ 17,5 milhões (US$ 20,8 milhões com taxas).
  • No bloco The Now, grupos de artistas mais jovens registraram recordes: Ding Shilun (Three Princes) recebeu US$ 280 mil (US$ 358,4 mil com taxas) e Yu Nishimura (Leaves Carpet) US$ 780 mil (US$ 998,4 mil com taxas); a sessão faturou US$ 223 milhões (US$ 266,8 milhões com taxas).

A Sotheby’s realizou uma noite dupla em Nova York, com a coleção Robert Mnuchin abrindo o leilão e um segmento de obras contemporâneas de vários vendedores. O total arrecadado foi de US$ 407,5 milhões, US$ 433,1 milhões com taxas, ficando bem entre as estimativas pré-vento de US$ 325,6 milhões a US$ 444 milhões. As peças tinham garantias de casa ou de terceiros, reduzindo o risco.

Mnuchin, magnata de Wall Street transformado em marchand, encerrou a sua participação com 11 lotes assegurados. O conjunto da sua coleção rendeu US$ 140,7 milhões, ou US$ 166,3 milhões com taxas, num formato de venda sem risco, ou “white glove”.

A peça de abertura foi Picasso, *Deux femmes nues assises* (1921), vendida por US$ 1,2 milhão. Mnuchin comprou a obra em 1998, em Londres, por £330 mil. Logo após, dois trabalhos de Willem de Kooning tiveram resultados expressivos, com entradas de US$ 8,8 milhões e US$ 10,2 milhões, respectivamente.

Rothko em destaque

A joia da noite foi Mark Rothko, *Brown and Blacks in Reds* (1957), vendido por US$ 74 milhões, equivalentes a US$ 85,7 milhões com taxas. A obra tinha ligação histórica à Seagram Collection e foi adquirida por Mnuchin em 2003, por US$ 6,73 milhões com taxas. O lance ficou aquém do recorde anterior de Rothko em 2012.

Outra obra de Mnuchin, *No. 1* (1949), foi arrematada por US$ 17,5 milhões, ou US$ 20,8 milhões com taxas. A venda ocorreu a um licitante anônimo por telefone. O leilão encerrou com o retorno de várias peças ao mercado após passarem pela Christie’s.

Ao todo, obras de AB-EX, como Franz Kline, também passaram pelo martelo, com o conjunto europeu e americano trazendo uma variedade de resultados. Entre as mais destacadas, o leilão incluiu esculturas e pinturas de Warhol, Lichtenstein e Calder, com valores que atingiram dezenas de milhões.

A segunda metade da noite

Logo após Mnuchin, o segmento The Now reuniu 48 lotes de artistas emergentes e já consagrados. Os preços variaram fortemente, com Ding Shilun marcando recordes em cada venda. Sua obra *Three Princes* (2022) foi vendida por US$ 280 mil, ou US$ 358,4 mil com taxas.

Yu Nishimura inaugurou com *Leaves Carpet* (2017), atingindo US$ 780 mil, ou US$ 998,4 mil com taxas, também estabelecendo novos recordes. Obras de Elizabeth Peyton, Ed Ruscha e outras artistas mostraram forte interesse de compradores internacionais, com lances expressivos.

Entre as peças de maior destaque fora dos Estados Unidos, Lichtenstein, Basquiat e Warhol tiveram resultados relevantes, com obras vendidas a preços acima de US$ 10 milhões, US$ 45,2 milhões e US$ 21 milhões, respectivamente, segundo o corte de lances com taxas.

O conjunto da noite de Nova York alcançou US$ 223 milhões, ou US$ 266,8 milhões com taxas, dentro das estimativas iniciais. Quatro novas marcas para artistas jovens foram registradas, no equilíbrio entre demanda e oferta.

Olhando para o panorama

O resultado global sinaliza renovação de confiança no mercado, mesmo diante de tensões geopolíticas. Os lotes com garantias e a presença de obras históricas contribuíram para a estabilidade observada no leilão. O próximo passo ocorre no leilão da Christie’s, em Nova York, na semana seguinte, com agenda cheia de títulos de alto nível.

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