- Inicia no dia 16 de maio a primeira edição do mês da cultura judaica no Reino Unido, com mais de 150 eventos em todo o país.
- O festival é organizado pela Board of Deputies of British Jews e passa por áreas como gastronomia, moda, música e literatura, com participação de instituições como V&A, National Portrait Gallery, JW3, British Library e National Holocaust Museum.
- O objetivo é celebrar a vida judaica e promover mais celebração do que hostilidade, após anos difíceis para a comunidade.
- Entre as atividades, está um jantar tradicional de sexta-feira organizado pela Shedletsky (empresa de conserva de licores de leste de Londres) e uma exposição/instalação sobre a relação entre juventude judaica e o punk britânico dos anos setenta no JW3.
- Também haverá passeios sobre a história judaica fora de Londres pela Associação de Refugiados Judaicos, e um evento no National Holocaust Museum em Newark sobre o que significa ser judeu, com objetos e histórias de jovens judeus britânicos.
O UK lançou oficialmente o primeiro Mês da Cultura Judaica, com um festival que promete evidenciar a diversidade da comunidade. Um pepino verde gigante circulou por pontos de Londres, incluindo o Tate Modern e o Southbank Centre, para anunciar o evento.
A iniciativa é organizada pela Board of Deputies of British Jews e começa em 16 de maio. Serão mais de 150 atividades em todo o país, envolvendo comida, música, literatura, cinema e moda, com instituições como o V&A, a National Portrait Gallery e a British Library entre as parceiras.
A ideia central é criar um espaço de celebração e aprendizado, ampliando o diálogo com pessoas de diferentes origens. A organização aponta que o mês busca superar anos de hostilidade, culpa e insegurança que atingiram a comunidade desde outubro de 2023.
Programação e parceiros
Entre as atividades, destaca-se um jantar tradicional de sexta-feira promovido pela Shedletsky, uma empresa de conserva de laticínios de leste de Londres. Os organizadores enfatizam a ligação entre técnicas de preservação antigas e a cultura de deli atual.
Outra mostra em JW3, em Hampstead, aborda 50 anos de punk judeu, com a fotógrafa Jamie Goldberg e memórias da cena britânica dos anos 1970. O evento propõe discutir a participação de jovens judeus na universidade e na economia criativa.
Além disso, a AJR organizará passeios a pé por histórias judaicas fora de Londres, com paradas em Cardiff. O percurso encerra-se na delicatessen Wally’s, legado de um refugiado judeu.
Olhar para o futuro da comunidade
No National Holocaust Museum, em Newark, Nottinghamshire, haverá a exposição What Does it Mean to be Jewish? com relatos de jovens judeus do país. A curadoria busca evidenciar‑se como celebração de vida judaica.
O museu ressalta que a mostra explora objetos significativos da cultura judaica, como alimentos, liturgias e identidade comunitária. A proposta é aproximar o público da vida judaica na região.
A diretora de cultura, educação e comunidades da Board of Deputies, Liat Rosenthal, comenta que o mês nasce de conversas com artistas para enfrentar ataques antissemitas. O objetivo é um momento público, orgulhoso e inclusivo.
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