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Protestos significativos marcam prévias da Bienal de Veneza

Mais de duzentas pessoas protestam ao redor do pavilhão israelense na pré-estreia da Bienal de Veneza; Pussy Riot e FEMEN criticam a Rússia

Pussy Riot at the protest outside the Russian pavilion
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  • Mais de duzentas pessoas participaram de protesto em frente ao pavilhão israelense, exigindo o fim do art-washing e o fechamento do espaço.
  • ANGA planeja nova manifestação para ainda esta semana.
  • Cerca de sessenta artistas participam do Solidarity Drone Chorus, que faz intervenções diárias às 12h e utiliza sons de drones para lembrar o conflito em Gaza.
  • Pussy Riot e FEMEN protestaram contra a participação da Rússia, forçando o fechamento temporário do pavilhão russo.
  • A Bienal já enfrentava controvérsias, com a decisão de não conceder Leões de Ouro e a renúncia da juria após pressão estatal ligada aos países em participação.

O Venice Biennale voltou a ditar o tom de suas preview days com protestos que ganharam as ruas de seus pavilhões. Na quarta-feira, organizações artísticas intensificaram a pressão sobre a participação de Israel e a presença russa no evento. Os atos ocorreram em diferentes pontos do complexo, com participação de centenas de pessoas e ações organizadas pelos grupos envolvidos.

O protesto mais divulgado ocorreu diante do pavilhão temporário de Israel, transferido este ano do Giardini para o Arsenale. Mais de 200 pessoas participaram da mobilização, pedindo o fim do art-washing e o fechamento do espaço israelense. Os manifestantes avançaram para a área externa, entoando palavras de indignação e distribuindo folhetos, sob a presença de segurança privada e policiais.

Outro movimento envolveu o grupo Solidarity Drone Chorus, formado por cerca de 60 artistas da mostra principal. O coletivo executou sons de drones, em uma intervenção diária de 12h durante os dias de pré-estreia. Os participantes vestiam camisetas com nomes de artistas de Gaza, em apoio à comunidade afetada pelo conflito.

Protesto no pavilhão russo

Pussy Riot e FEMEN também protagonizaram uma mobilização expressiva no Giardini, cercando o pavilhão russo com mais de 50 integrantes, que acabaram fechando as portas do espaço. As coletivas disseram representar a realidade de prisioneiros políticos e resistentes ao regime, criticando a participação da Rússia no evento internacional.

A comoção ocorre em meio a um início conturbado do bienal. Dias antes da abertura, cinco curadores anunciaram que não concederiam o Leão de Ouro, prêmio tradicional. A decisão veio após pressão estatal e mudanças na comissão, reflexos de tensões entre Rússia, Israel e o próprio formato da mostra.

Avanços e contexto

Organizações vinculadas a ANGA têm pressionado para excluir a participação israelense, com uma petição apoiada por centenas de artistas e profissionais do setor. Eventos de alto perfil, como o protesto contra a participação russa, se somam a debates sobre censura, diplomacia cultural e o papel político da arte na Bienal.

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