- A New York City Aids Memorial celebra dez anos e estreia a nova comissão pública: Eternal Flame for Scott Burton, de Oscar Tuazon, instalada no local em St Vincent’s Triangle, no West Village.
- A obra revisita o último trabalho público de Scott Burton, artista que faleceu em 1989 de doença relacionada ao AIDS.
- Tuazon trabalha com elementos salvos da peça original de Burton para Sheepshead Bay, em Brooklyn, de 1987, concluída em 1994, incluindo bancos funcionais e terrazzo.
- O conjunto cria um banco circular funcional com uma coluna que projeta um feixe de luz; o granito vermelho do Atlântico e o terrazzo aparecem na nova montagem.
- A inauguração, em 20 de junho, terá performances de drag, música ao vivo e instalações florais, em contexto de preservação histórica e renovação contínua da memória da crise do AIDS.
As comemorações do décimo aniversário do New York City Aids Memorial ganham um novo capítulo com a inauguração de Eternal Flame for Scott Burton, uma obra de Oscar Tuazon. A peça será instalada no site do memorial, em St Vincent’s Triangle, no West Village, em Manhattan, e marca a revisita ao último trabalho público do artista Scott Burton. A inauguração ocorre em 20 de junho.
Burton ficou conhecido por transformaR instalações públicas em peças que dialogam entre escultura, design e infraestrutura cívica. A obra original, Commission for Sheepshead Bay Fishing Piers, criada em 1987 e concluída postumamente em 1994, reuniu bancos, iluminação e outros elementos funcionais que promoviam interação pública e, ao mesmo tempo, comentário social.
A nova peça de Tuazon reconstrói parte dessa instalação usando componentes recuperados, após danos causados pela exposição ambiental e pelo impacto do Superstorm Sandy. O conjunto mantém a estética de bancos circulares com um mastro que projeta um feixe de luz, seguindo a intenção de Burton de unir utilidade pública e reflexão estética.
Detalhes da intervenção e significado
Tuazon explica que manteve a essência do projeto de Burton ao escolher o granito Red Atlantic, material conhecido do artista, e transformou o terrazzo, pouco comum em trabalhos ao ar livre, em um agregado novo a partir de fragmentos originais. O objetivo é preservar a memória preservando sua função pública e promovendo uma renovação contínua da obra.
Dave Harper, diretor-executivo do Aids Memorial, afirma que a peça não é apenas um monumento retroativo, mas um ato de preservação sensível que convida os visitantes a entender a história como algo vivo e em evolução. A cerimônia de inauguração incluirá performances de drag e apresentações musicais, além de instalações florais.
A intervenção também reforça o compromisso do memorial com a memória histórica da crise da AIDS, mantendo a presença de legado cultural ativo no espaço público. A organização pretende que o público perceba a commemoração como uma prática dinâmica, que conecta gerações e incentiva a justiça social.
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