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Mundo da arte relembra Valie Export, pioneira da performance feminista

Artista austríaca Valie Export morre aos 85; legado de performances que transformaram o corpo feminino em agência política e crítica ao olhar masculino

VALIE EXPORT, *TAPP und TASTKINO* (1968)
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  • A artista austríaca Valie Export morreu em Viena no dia 14 de maio, aos 85 anos, conforme confirmação de sua representante, Thaddaeus Ropac.
  • Nascida Waltraud Lehner em Linz, em 1940, Export foi pioneira da performance feminista e desenvolveu uma linguagem artística radical envolvendo o corpo feminino.
  • Entre suas obras mais conhecidas está Tap und TASTKINO (Tap and Touch Cinema), apresentada entre 1968 e 1971 em cidades europeias para questionar o olhar masculino e o poder patriarcal.
  • Outros trabalhos marcantes incluem Geburtenbett (1980) e a série Body Configurations (1972-76), que integravam o corpo às paisagens urbanas de Viena.
  • Instituições e museus prestaram homenagens, citando exposições e coleções que incluem a obra da artista, com destaque para reconhecimentos de centros como Kunsthaus Bregenz e Centre Pompidou.

VALIE EXPORT, a artista austríaca pioneira da performance, faleceu em Viena no dia 14 de maio, aos 85 anos. Nascida Waltraud Lehner em Linz, em 1940, teve uma trajetória marcada por desafiar o corpo feminino e a visão masculina.

A morte foi confirmada pela galeria que a representa, Thaddaeus Ropac. Export concentrou sua produção em linguagem radical que coloca o corpo feminino no centro da obra e da reflexão política.

A autora fez história ao levar performances a várias cidades europeias entre 1968 e 1971. Entre suas obras mais conhecidas está Tap and Touch Cinema, empurrando espectadores a confrontar o corpo feminino sob outra perspectiva.

Sua prática incluiu instalações, cinema experimental e intervenções mediáticas. Geburtenbett, de 1980, é outra peça marcante, ligada ao questionamento da maternidade, do corpo e da representação.

Ao longo da carreira, Export dialogou com o espaço urbano. Em Body Configurations (1972-76), o corpo se mistura e dialoga com paisagens urbanas de Viena, quebrando fronteiras entre artista, obra e ambiente.

Museus destacaram o legado. A Neue Nationalgalerie, de Berlim, lembrou a importância de sua obra, com a documentação de performances de 1968 presente em suas exposições. O Belvedere, de Viena, reconheceu sua participação central em futuras mostras.

O mundo da arte preserva a memória de uma mulher que influenciou gerações com propostas desafiadoras. Export deixa um catálogo de obras que consolidam a reflexão sobre gênero, poder e corpo no âmbito artístico.

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