- O Galpão da Lapa abriu ao público, em 1º de abril, o acervo privado de José Olympio e Andréa Pereira, com visitas gratuitas e mediadas.
- O espaço ocupa 1.600 metros quadrados, tem climatização e pé-direito de seis metros, e expõe obras de diversas fases da produção brasileira, em núcleo contínuo de leitura.
- Cerca de 95% do acervo é nacional, reunindo nomes como Mira Schendel, Tunga, Waltercio Caldas, Leonilson, Erika Verzutti, Rivane Neuenschwander e Jaider Esbell (com 11 obras em exibição).
- O espaço funciona sem narrativa fixa; as mostras são organizadas por curadorias diferentes ao longo do tempo, com a atual sob a direção de Luísa Duarte, em “Constelação em Trânsito”.
- A coleção começou nos anos 1990, é formada por mais de 2 mil peças e prioriza aprofundar trajetórias de artistas, não investimentos financeiros.
O Galpão da Lapa, em São Paulo, abriu ao público no início de abril, trazendo à tona uma das mais consistentes coleções privadas de arte brasileira. O espaço, instalado em um antigo armazém na Ceagesp, passou por ampla transformação para receber obras em clima controlado.
A coleção, liderada por José Olympio e Andréa Pereira, reúne cerca de 2 mil peças. Em 1.600 m², o acervo exibe núcleos e leituras de trajetórias artísticas, em vez de uma única obra por artista. As visitas são gratuitas e mediadas.
Abertura ao público
Desde 1º de abril, o público pode conhecer o Galpão da Lapa, antes restrito a convidados. A curadoria está a cargo de Luísa Duarte, com a mostra Constelação em Trânsito apresentando 65 artistas. O espaço funciona como instituição aberta, mantendo o caráter privado da coleção.
O que mudou desde a origem
A coleção começou nos anos 1990, após o casal se mudar para São Paulo. A ideia deixou de ser apenas decoração e se tornou um projeto de convivência com a arte, com obras agrupadas por núcleos para acompanhar trajetórias. Hoje, um artista pode ter várias peças em exibição.
Quem compõe o acervo e como é organizado
Entre nomes destacados estão Mira Schendel, Tunga, Waltercio Caldas e Leonilson, ao lado de Erika Verzutti e Rivane Neuenschwander. O acervo é predominantemente nacional (cerca de 95%). Obras de Jaider Esbell, Jaider, compõem uma das sessões mais ricas do espaço.
Como o espaço funciona na prática
O Galpão não segue uma narrativa fixa. As exposições mudam conforme curadorias, com mudanças a cada dois anos. As obras ficam penduradas em paredes brancas que ganham novo significado conforme os encontros curatoriais.
E o papel do colecionador na contemporaneidade
Ao transformar o acervo privado em espaço público, os proprietários passam a atuar como mediadores culturais. A proposta é ampliar o acesso à arte brasileira, sem direcionar o público a uma leitura única, mantendo o espaço vivo e dinâmico.
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