- A galeria pop-up MAR-A-LAGO FACE, da Spielzeug, abriu na noite de quarta-feira, 13 de maio, gerando fila na entrada com bouncer, carimbo de pulso e bar temático.
- O espaço ocupa três andares do que foi um restaurante na Allen Street e é organizado por Evan Karas e Eleanor Hicks, fundadores da Spielzeug em 2025.
- A mostra comenta a estética “neo-Rococo MAGA crash-out” e a estética de cirurgia plástica associada ao grupo político conservador, citando figuras como Matt Gaetz, Laura Loomer, Kimberly Guilfoyle e Kristi Noem.
- Obras de artistas principalmente queer, trans e/ou latino-americanas exploram modificação corporal e as dinâmicas de gênero sob ponto de vista crítico.
- A curadoria propõe que a modificação do corpo não separa as visões de gênero, conectando extremos do espectro político com a ideia de performance de gênero, segundo Karas.
A inauguração da mostra pop-up MAR-A-LAGO FACE, da galeria Spielzeug, ocorreu na noite de quarta-feira (13 de maio) em Nova York. O evento misturou exposição e celebração, com controle de acesso na entrada, robô de credenciamento e bar tematizado. A organização informou que a entrada incluía verificação de bolsas e registro de pulso.
Spielzeug foi criado em 2025 em Bushwick, a partir de dois jovens curadores, Eleanor Hicks e Evan Karas. O espaço ocupa duas a três plataformas no que foi um antigo restaurante na Allen Street, com uma configuração que abrange três andares. O objetivo é trazer uma energia caótica e provocadora ao cenário artístico local.
Contexto e programação
A mostra propõe uma leitura sobre uma estética associada ao que tem sido chamado de “neo-Rococo MAGA”, enfatizando uma sensualidade artificial típica de certas representações públicas de figuras conservadoras. A curadoria incluiu trabalhos de artistas majoritariamente queer, trans e/ou latino-americanos, que exploram modificação corporal e relações de poder de gênero. Ivana Vladislava, artista trans de Berlim, apresenta autorretratos que discutem a vivência de cirurgias plásticas durante a transição.
Segundo a dupla, a exposição provoca uma reflexão sobre como a estética de cirurgia plástica associada a figuras da direita pode dialogar com a performance de gênero presente na arte queer. A curadoria sugere que os trabalhos mostram as fronteiras entre modificação corporal e normas de aparência, convidando o público a repensar esse conjunto de códigos visuais.
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