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Pinchuk Centre na Bienal de Veneza encontra alegria frágil em meio à perda

Pinchuk Art Centre usa Veneza para manter a alegria frágil em meio à guerra, mesclando obras internacionais e relatos de soldados ucranianos

Simone Post's *She Knew She/It/They Would Melt* (2026) Courtesy Pinchuk Art Centre
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  • O Pinchuk Art Centre, de Kiev, apresenta, na Bienal de Veneza, a mostra Still Joy — From Ukraine into the World, com curadoria que mistura artistas internacionais e ucranianos.
  • A exposição permanece no Palazzo Contarini-Polignac, em Dorsoduro, de 9 de maio a 1º de agosto, mantendo foco em como a alegria pode coexistir com a perda em meio à guerra.
  • O projeto inclui relatos de soldados ucranianos, reunidos por meio de uma fundação para veteranos, com trechos impressos em rolos cor-de-rosa no espaço expositivo.
  • O ex-marine Hlib Stryzhko, que sobreviveu a explosões e captura russa, atua como narrador de histórias sobre seguir em frente após experiências traumáticas.
  • A mostra valoriza a diversidade de vozes, com obras de Denise, Bodhana Kosima, Zhanna Kadyrova e outras artistas, destacando tanto perdas quanto momentos de convivência e memória.

O Pinchuk Art Centre, de Kiev, apresenta no Museu da Venice Biennale uma mostra dedicada à sobrevivência e à resiliência na Ucrânia desde a invasão russa de 2022. A exposição fica no Palazzo Contarini-Polignac, em Dorsoduro, de 9 de maio a 1º de agosto. O foco é a relação entre alegria e perdas no conflito.

Desde 2020, o vernissage não era apenas festa; mudou para um olhar crítico sobre o impacto da guerra. Em 2022, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, foi o convidado de honra no evento inicial, marcando o tom da exposição atual.

Still Joy — From Ukraine into the World

A mostra intercala obras de artistas internacionais, como Tacita Dean e Julian Charriere, com trabalhos ucranianos, incluindo depoimentos de soldados. A curadoria envolve uma fundação de veteranos para entrevistar sobreviventes e registrar modos de seguir em frente.

O elenco inclui o ex-marinheiro Hlib Stryzhko, que falou no ato de abertura trajando uniforme militar. As falas aparecem impressas em scrolls cor-de-rosa, criados pela artista Bodhana Kosima, em meio a uma estética de conto de fadas.

Entre as peças, há imagens de interiores bombardeados de Zhanna Kadyrova, com uma única planta crescendo entre os escombros. A obra de Kadyrova, Rahman e outras artistas foi eventalmente premiada pelo Pinchuk Future Generation Prize em anos anteriores.

Para Gedlhof, a mistura de artistas nacionais e internacionais reforça a ideia de que dor e alegria não pertencem a uma única nação. A instalação de lustres de Simone Post usa tons de rosa para sugerir uma recuperação de prazeres simples em meio ao trauma.

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