- Mais de setenta artistas da Bienal de Veneza anunciaram que não querem ser considerados para o Golden Lion deste ano, que será escolhido por voto do público.
- Assinam o protesto artistas da exposição principal In Minor Keys, curada pela falecida curadora Koyo Kouoh, além de membros de pavilões nacionais, em solidariedade à renúncia da banca de jurados designada por Kouoh.
- Nomes entre os signatários incluem Walid Raad, Alice Maher, Laurie Anderson, Pio Abad e Alfredo Jaar; representantes de pavilões nacionais como França, Irlanda, Lituânia e Países Baixos também participaram.
- O júri de premiação renunciou recentemente, após discordâncias sobre a participação de Israel e Rússia no evento, levando à criação de um novo sistema de votação para o Visitor Lion.
- O Visitor Lion permite que visitantes votem entre os dias de abertura, com o resultado previsto para ser divulgado no encerramento da Bienal, em 22 de novembro.
More de 70 artistas participantes da Bienal de Veneza pediram para não serem considerados para o reconhecimento Golden Lion deste ano, cuja escolha será feita por voto popular. O protesto acontece em apoio à renúncia do júri da exposição In Minor Keys, montada por Koyo Kouoh.
Entre os signatários estão Walid Raad, Alice Maher, Laurie Anderson, Pio Abad e Alfredo Jaar, além de representantes de pavilões nacionais como Yto Barrada (França), Isabel Nolan (Irlanda), Egle Budvytyte (Lituânia) e Dries Verhoeven (Países Baixos). A declaração foi publicada no e-flux em 9 de maio.
A ação ocorre após a renúncia formal do júri de cinco integrantes, anunciada no mês passado, em meio a disputas sobre a participação de Israel e Rússia no evento. A Biennale informou que, caso os artistas withdrawal ganhem, não receberão o prêmio.
O novo sistema Visitors’ Lion permite que os visitantes votem durante a mostra, com divulgação dos resultados ao final do evento. A mudança foi estabelecida após a saída do júri anterior, que cabia a escolha tradicional do Golden Lion e do Silver Lion.
Durante a apuração, diversas instituições e pavilhões participaram de protestos relacionados à presença de Israel e Rússia no festival. Manifestantes estiveram do lado de fora do pavilhão israelense e ocorreram ações junto a Rússia durante a semana de previews.
A direção da Bienal ressaltou a importância do diálogo cultural em tempos de conflito, enfatizando que a mostra deve permanecer como espaço de encontro global. A programação segue até 22 de novembro, com a divulgação dos vencedores ao encerramento.
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