Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebolBrasil_POLÍTICA_economia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Dentes de 400 mil anos indicam cruzamento entre denisovanos e Homo erectus

Análise de seis dentes de Homo erectus sugere cruzamento com denisovanos há cerca de quatrocentos mil anos, evidência genética direta pela proteína do esmalte

Dente molar de um Homo erectus, com duas raízes e coroa amarelada, exibindo desgaste e manchas escuras, sobre fundo branco com régua milimetrada no topo
0:00
Carregando...
0:00
  • Análise de seis dentes de Homo erectus, com cerca de 400 mil anos, aponta cruzamento com denisovanos.
  • O estudo, liderado por Qiaomei Fu e publicado na Nature, usa proteínas do esmalte dentário para indicar a mistura entre as espécies.
  • Os dentes vieram de três sítios na China: Zhoukoudian, Hexian e Sunjiadong, consistindo em cinco indivíduos masculinos e uma mulher.
  • É a primeira evidência genética direta de cruzamento entre denisovanos e Homo erectus e o indicativo mais antigo de mistura entre espécies de hominídeos.
  • Além disso, outra variante da mesma proteína parece ser exclusiva de Homo erectus.

Foi analisada a genética de seis dentes de Homo erectus, com cerca de 400 mil anos, em busca de cruzamento entre espécies humanas distintas. O estudo, liderado por Qiaomei Fu, foi publicado na Nature. Os fósseis são de três sítios chineses: Zhoukoudian, Hexian e Sunjiadong.

Os dentes, preservados pelo esmalte, permitem rastrear proteínas ao longo do tempo. A equipe identificou uma variante da ameloblastina presentes em todos os fósseis estudados, apontando para uma relação genética com denisovanos.

A descoberta sugere contato entre *Homo erectus* e denisovanos, com cruzamento há cerca de 400 mil anos. Pesquisadores defendem que esse encontro gerou descendentes que também contribuíram para a composição genética de grupos humanos posteriores.

Além disso, outra variante da mesma proteína foi encontrada apenas nesses dentes, indicando que pode ser exclusiva do *Homo erectus*. A pesquisa reforça a ideia de que a evolução humana não seguiu um caminho único.

Metodologia e contexto

Os dentes foram reanalisados com foco em proteínas conservadas no esmalte, privilegiando assinaturas químicas estáveis. A abordagem permite evidenciar ligações entre espécies mesmo quando o DNA antigo não sobrevive ao tempo.

Implicações para a história evolutiva

Segundo os autores, o achado representa a primeira evidência genética direta de cruzamento entre denisovanos e *Homo erectus*. O estudo amplia o entendimento sobre intercâmbios entre hominídeos muito antigos e a complexidade da nossa história evolutiva.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais