- Análise de seis dentes de Homo erectus, com cerca de 400 mil anos, aponta cruzamento com denisovanos.
- O estudo, liderado por Qiaomei Fu e publicado na Nature, usa proteínas do esmalte dentário para indicar a mistura entre as espécies.
- Os dentes vieram de três sítios na China: Zhoukoudian, Hexian e Sunjiadong, consistindo em cinco indivíduos masculinos e uma mulher.
- É a primeira evidência genética direta de cruzamento entre denisovanos e Homo erectus e o indicativo mais antigo de mistura entre espécies de hominídeos.
- Além disso, outra variante da mesma proteína parece ser exclusiva de Homo erectus.
Foi analisada a genética de seis dentes de Homo erectus, com cerca de 400 mil anos, em busca de cruzamento entre espécies humanas distintas. O estudo, liderado por Qiaomei Fu, foi publicado na Nature. Os fósseis são de três sítios chineses: Zhoukoudian, Hexian e Sunjiadong.
Os dentes, preservados pelo esmalte, permitem rastrear proteínas ao longo do tempo. A equipe identificou uma variante da ameloblastina presentes em todos os fósseis estudados, apontando para uma relação genética com denisovanos.
A descoberta sugere contato entre *Homo erectus* e denisovanos, com cruzamento há cerca de 400 mil anos. Pesquisadores defendem que esse encontro gerou descendentes que também contribuíram para a composição genética de grupos humanos posteriores.
Além disso, outra variante da mesma proteína foi encontrada apenas nesses dentes, indicando que pode ser exclusiva do *Homo erectus*. A pesquisa reforça a ideia de que a evolução humana não seguiu um caminho único.
Metodologia e contexto
Os dentes foram reanalisados com foco em proteínas conservadas no esmalte, privilegiando assinaturas químicas estáveis. A abordagem permite evidenciar ligações entre espécies mesmo quando o DNA antigo não sobrevive ao tempo.
Implicações para a história evolutiva
Segundo os autores, o achado representa a primeira evidência genética direta de cruzamento entre denisovanos e *Homo erectus*. O estudo amplia o entendimento sobre intercâmbios entre hominídeos muito antigos e a complexidade da nossa história evolutiva.
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