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Arqueólogos localizam estátua de faraó no Egito relacionada ao Êxodo

Estátua gigantesca atribuída a Ramsés II, com cerca de cinco a seis toneladas e 2,1 metros, é descoberta no Delta oriental; seguirá para restauração e estudo de práticas religiosas

Arqueólogos encontram estátua de faraó do Egito no Êxodo
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  • Arqueólogos localizaram uma estátua gigantesca atribuída ao faraó Ramsés II no sítio Tel Faraoun, no Delta Oriental do Egito, anúncio feito em 22 de abril pelo Ministério do Turismo e Antiguidades.
  • A peça está incompleta, sem base e pernas, mas deve pesar entre cinco e seis toneladas e medir cerca de 2,1 metros. Acredita-se que tenha sido produzida em Pi-Ramesses e posteriormente transferida para uso em um complexo religioso.
  • A estátua foi retirada do local e encaminhada ao depósito do museu em San El-Hajar para restauração e preservação.
  • A descoberta reforça a prática egípcia de transportar estátuas reais entre cidades e complexos religiosos, segundo o Conselho Supremo de Antiguidades.
  • Em outra escavação, foi identificado um complexo monástico em Al-Qalāyā, com cerca de 1.500 anos, considerado o segundo maior centro monástico conhecido.

Uma estátua gigantesca atribuída ao faraó Ramsés II foi localizada por arqueólogos no sítio Tel Faraoun, na província de Sharqia, Delta Oriental do Egito. A confirmação foi anunciada no dia 22 de abril pelo Ministério do Turismo e Antiguidades e pelo Conselho Supremo de Antiguidades.

A peça está incompleta, com a parte inferior ausente. Pesa entre cinco e seis toneladas e tem cerca de 2,1 metros de altura. Mesmo em estado delicado, os fragmentos preservam traços artísticos e históricos relevantes para o estudo do período.

O secretário-geral do Conselho, Hisham Lithi, ressaltou a importância da descoberta para evidenciar atividades religiosas e reais no Delta oriental. Já Mohamed Abdel-Badii informou que análises preliminares indicam que a estátua não foi produzida em Tel Faraoun, mas possivelmente em Pi-Ramesses, antes de ser transferida.

Após a remoção, a estátua foi encaminhada ao depósito do museu em San El-Hajar, onde passará por restauração e preservação. A transferência aponta para práticas de reuso de estátuas em complexos religiosos da região.

Ramsés II, que governou entre 1303 a.C. e 1213 a.C., é amplamente reconhecido na história egípcia. Em produções populares, ele costuma ser identificado com o faraó do Êxodo, embora a Bíblia não o identifique nominalmente.

Alguns estudiosos consideram Amenófis II como possível faraó do período do Êxodo, ainda sem consenso entre historiadores e exegetas. O tema permanece em debate entre especialistas.

Paralelamente, arqueólogos anunciaram outra descoberta relevante para a história cristã antiga no sítio de Al-Qalāyā, em Beheira. Um complexo monástico com cerca de 1.500 anos foi identificado, incluindo uma construção do século V para receber peregrinos.

O local abriga 13 cômodos de uso diverso, como celas, hospedagem, áreas de ensino, cozinha e depósitos. Um amplo salão norte ofereceria bancos de pedra decorados com motivos botânicos para visitas e líderes monásticos.

Hisham Lithi destacou Al-Qalāyā como o segundo maior centro monástico conhecido da história do monasticismo cristão, contribuindo para a compreensão da evolução das comunidades cristãs antigas, de habitações isoladas a estruturas comunitárias.

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