- Ken Henry lidera defesa de padronizar e financiar resgates, tratamento e reabilitação de animais silvestres ameaçados, em resposta a desastres como incêndios e enchentes.
- Grupo de proteção animal quer que governo federal coordene proteções estaduais e financie serviços veterinários e reabilitação de animais, incluindo coalas em risco.
- Proposta prevê que parte do trabalho de resgate realizado por voluntários passe a ser custeado pelo governo.
- A pressão ocorre após a reforma das leis ambientais e com foco na implementação de uma abordagem nacional para a proteção da biodiversidade.
- O orçamento federal de maio deverá tratar de financiamento e liderança nacional para a conservação, com a criação da agência de proteção ambiental já em processo.
O grupo de defesa de animais, liderado por Ken Henry, solicita que o governo federal crie regras nacionais mais rígidas para proteger espécies ameaçadas expostas a desastres como incêndios e inundações. A medida é parte de um esforço para reverter o declínio da biodiversidade na Austrália.
Henry, ex-secretário do Tesouro, atua como presidente da Wildlife Recovery Australia e dirige a campanha pela coordenação das proteções de fauna entre estados e territórios. A ideia é que serviços de resgate, tratamento e reabilitação recebam financiamento federal.
A proposta surge após meses de debates sobre a reforma ambiental e mudanças esperadas no ato de proteção à biodiversidade. Grupos de proteção animal defendem que parte do trabalho já realizado por voluntários passe a ser custeado pelo governo.
O contexto atual aponta para uma dependência significativa de voluntários para atender animais feridos ou órfãos. Dados do último exercício financeiro indicam alto volume de chamadas, operações de resgate e avaliações veterinárias.
Proposta de padronização nacional
Segundo Henry, há lacunas operacionais entre estados que ampliam o risco para a fauna. A iniciativa defende tratamento veterinário financiado, reabilitação de longo prazo e a criação de padrões nacionais para resposta a desastres.
Conforme a coalizão, o rede de proteção recebe pouca verba, o que aumenta a pressão sobre organizações não governamentais e voluntários. A coordenação nacional buscaria aumentar a eficiência e a cobertura.
O governo federal aprovou mudanças significativas no EPBC Act no fim do ano passado, com a criação de uma nova agência de proteção ambiental. A presença dessa agência é citada como condição para uma futura padronização efetiva.
Impactos e próximos passos
Representantes de organizações como Wildlife Victoria e WA Wildlife destacam que a liderança nacional é essencial para proteger espécies como os coalas. Eles ressaltam que o financiamento público não é luxo, mas necessidade básica.
O ministro do Meio Ambiente, Murray Watt, abriu recentemente o processo de recrutamento para a direção da nova EPA, prevista para começar a operar em julho. O orçamento federal será apresentado em 12 de maio.
Entretanto, críticos afirmam que, sem investimentos, há risco de que animais feridos fiquem sem atendimento adequado. A discussão continua como parte de uma agenda mais ampla de defesa da fauna diante de mudanças climáticas.
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