- O ministro da Agricultura afirma que acordo entre EUA e Irã para encerrar conflitos e reabrir o Estreito de Ormuz pode reduzir custos com fertilizantes e diesel no Brasil.
- O país importa mais de oitenta e cinco por cento dos fertilizantes e cerca de vinte e cinco por cento do diesel, o que torna o efeito do acordo relevante para o agronegócio.
- A assinatura do acordo entre EUA e Irã é esperada para a próxima sexta-feira, com expectativa de menor pressão sobre preços de fertilizantes e óleo diesel.
- O plantio da principal safra brasileira, a soja, deve começar em meados de setembro, elevando a demanda por diesel, e a segunda safra de milho segue para mercados diversos.
- O ministro citou a agenda com a China para fertilizantes, destacou o reconhecimento internacional da sanidade brasileira e confirmou o anúncio do Plano Safra 2026/27 para 1º de julho.
O impacto de um acordo entre Estados Unidos e Irã, que visa pôr fim à guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, foi visto pelo Ministério da Agricultura como potencial alívio para o custo de fertilizantes e diesel no Brasil. O ministro André de Paula falou sobre o assunto durante evento em São Paulo promovido pela Veja.
O Brasil depende fortemente de importação de insumos. Hoje, mais de 85% dos fertilizantes são comprados no exterior, e as importações de diesel respondem por cerca de 25% do consumo nacional. O estreito é rota estratégica para esses itens, com grandes volumes circulando pelo local.
Paula destacou que a assinatura do acordo, prevista para a próxima sexta-feira, pode reduzir os impactos negativos sobre preços de fertilizantes e diesel, beneficiando o setor agropecuário brasileiro. Ainda assim, ressaltou que o desafio permanece.
Perspectivas para a safra e a diplomacia
A partir de meados de setembro ocorre o plantio da principal safra, a de soja, o que tende a elevar a demanda por diesel. O agronegócio também acompanha a segunda safra de milho, com exportação para diversos mercados.
O ministro mencionou a continuidade da agenda diplomática sobre fertilizantes com a China, grande fornecedora e influente importadora de produtos brasileiros. Segundo ele, houve defesa de preocupações, resultando em queda de preços da ureia para patamares estáveis.
Ele citou ainda o robustez do sistema sanitário do Brasil, com reconhecimento recente pela China e pela Rússia de que o país é livre de febre aftosa sem vacinação. Além disso, o Plan Safra 2026/27 deverá ser anunciado em 1º de julho.
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