- Em Chiradzulu, Malawi, a fazenda de Diana Sitima (3,5 hectares) mistura culturas de frutas e legumes, poços de peixe e criação de animais, visando manter solo saudável e reduzir fertilizantes sintéticos.
- A produção é quase 100% orgânica em 2026; biodigestor gera biogás para cozinhar e alimentar um incubador de ovos, com animais e culturas se apoiando mutuamente.
- Sitima começou a fazer agricultura como complemento de um emprego em 1993, alugando terras com microcrédito; em 2006 ela comprou o próprio terreno, passo decisivo para o sucesso.
- A fazenda fatura cerca de US$ 1,2 mil por semana e emprega seis trabalhadores fixos; seu crescimento contou com aconselhamento técnico do governo ao longo de duas décadas.
- Além da prática, Sitima atua como mentora e é presidente de uma seção local da Rural Women’s Assembly (RWA), que apoia quase 200 mil agricultoras de 11 países, e Malawi tem mais de 2 mil membros na entidade.
Diana Sitima administra uma fazenda de 3,5 hectares no distrito de Chiradzulu, no sul do Malawi, que mostra como agroecologia aliada à garantia de posse da terra pode sustentar um empreendimento comercial. A propriedade funciona como modelo para produtores de menor escala da região.
Ao contrário da maioria das fazendas vizinhas, que dependem principalmente do cultivo de milho para venda, o manejo de Sitima agrega culturas variadas de frutas e legumes, com viveiros de peixes e criação de animais. Essa diversidade ajuda a conservar o solo e reduzir a necessidade de fertilizantes sintéticos, segundo relato de Charles Mpaka, correspondente da Mongabay.
Sitima iniciou na agricultura em 1993 como atividade paralela a um emprego de escritório, recorrendo a microcréditos para alugar pequenas áreas. Em 2006, conseguiu comprar o terreno, passo que descreve como crucial para o sucesso.
Padrões de produção e sustentabilidade
Em 2026, a fazenda está quase 100% orgânica. A engenhoca de biodigestor transforma dejetos em biogás para cozinhar e alimentar um incubador de ovos, além de permitir o cultivo de samambaias aquáticas para alimentação de animais. Segundo Sitima, os animais e as culturas se fortalecem mutuamente.
A produtividade resulta em vendas semanais de aproximadamente US$ 1.200 e na contratação permanente de seis trabalhadores. Ela atribui o crescimento à disposição de aprender e ao apoio técnico de assessores governamentais ao longo de duas décadas.
Apoio comunitário e direitos de terra
Além da própria exploração, Sitima atua como mentora e presidente de um capítulo local da Rural Women’s Assembly (RWA), rede educacional que envolve quase 200 mil mulheres agricultoras em 11 países na África Austral, com mais de 2.000 integrantes no Malawi. Por meio da RWA, ela trocou experiências com outras agricultoras e ajuda mulheres menos favorecidas a acessar microcrédito e técnicas de manejo do solo, incluindo agroflorestação, que já ampliou colheitas de milho em alguns estados.
Entre as pautas centrais de sua atuação está a garantia de títulos de terra para mulheres. Sitima defende direitos permanentes de propriedade como condição essencial para investir de forma sustentada em agroecologia. Ao enfatizar essa garantia, a iniciativa busca ampliar o alcance de seu trabalho para tornar o sucesso uma prática corrente.
Por meio da RWA, a liderança de Sitima continua a buscar apoio financeiro e técnico para ampliar o impacto de suas ações, promovendo maior acesso a recursos e conhecimentos para produtores de menor porte.
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