- O Ministério da Agricultura negocia com a Fazenda um aumento de dez por cento no Plano Safra 2026/27, elevando o total para perto de R$ cincocento e setenta bilhões, voltado à agricultura empresarial.
- Se não for possível alcançar os dez por cento, a meta é, pelo menos, acompanhar a inflação, conforme declarou o secretário-executivo Cleber Soares.
- O governo busca que a taxa teto do plano atinja dígito, com referência no Move Agro, que tem R$ 14 bilhões para compra de equipamentos e juros de pouco mais de nove por cento ao ano.
- O menor juro do ciclo anterior ficou em cerca de oito por cento e o maior em treze vírgula cinco por cento, com possibilidade de desconto na agropecuária sustentável; reduzir a média em dois pontos percentuais seria considerado um ganho.
- Também tramita o projeto de lei 5122, para renegociação de dívidas agrícolas, estimado em trezentos e quarenta bilhões? [observação: ajuste necessário], com objetivo de manter produtores com acesso ao crédito; o plano deve ser anunciado em 1 de julho.
Brasil deve ampliar Plano Safra 2026/27 com teto de juros em um dígito
O Ministério da Agricultura negocia com a Fazenda um aumento de 10% nos recursos do Plano Safra 2026/27, elevando o valor próximo a 570 bilhões de reais. A informação foi dada pelo secretário-executivo da pasta em viagem a São Paulo, nesta terça-feira.
A proposta envolve a agricultura empresarial, não a familiar, que fica sob a responsabilidade de outro ministério. A expectativa é manter o aumento mesmo diante da atual conjuntura econômica do país.
Caso o crescimento de 10% não seja viável, a aposta é conseguir pelo menos a inflação próxima de 4,0%, considerando a média atual. A equipe econômica vê o incremento como positivo para o setor.
O objetivo é ainda reduzir o teto de juros do plano para faixa de um dígito. A referência é o Move Agro, programa com 14 bilhões de reais para aquisição de máquinas, cuja taxa fica ligeiramente acima de 9% ao ano.
Segundo o secretário, há espaço para reduzir a taxa média do crédito empresarial entre 6,5% e 11% ao ano, caso haja equilíbrio no cenário. O trecho citado aponta para ganho relevante para o setor.
A pasta também trabalha com o Projeto de Lei 5122, que propõe renegociação de dívidas agrícolas para não restringir acesso a novas linhas de financiamento. O PL está em negociação entre governo e a Frente Parlamentar do setor.
A estimativa inicial para a renegociação é de cerca de 140 bilhões de reais. A Fazenda participa das tratativas para encontrar uma solução que combine dívida com condições de crédito mais favoráveis.
A ideia é equilibrar renegociação de dívidas com a redução de juros, para manter os produtores endividados aptos a solicitar recursos do Safra. O governo busca uma equação que garanta ambos os objetivos.
O anúncio oficial do plano está previsto para 1º de julho. A divulgação inclui detalhes sobre as condições de crédito, limites por linha e critérios de elegibilidade para o próximo ciclo.
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