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Mortes envolvendo motos aumentam com expansão da economia de apps

Economia de aplicativos transforma moto em meio de sobrevivência, elevando mortes no trânsito com motocicletas para 15.459 em 2024 (alta de 38% desde 2019)

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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  • Em 2024, o Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito, com motos respondendo por 15.459 óbitos (41,6%).
  • Entre 2014 e 2024, as mortes no trânsito caíram 20%, mas as envolvendo motocicletas aumentaram de 12.604 para 15.459, um ganho de 38% entre 2019 e 2024.
  • O Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que a economia de aplicativos transformou a moto em instrumento de trabalho, principalmente no Norte e Nordeste.
  • Em 2024, a taxa de óbitos no trânsito foi de 17,5 por 100 mil habitantes, menor que a de 2014 (21,9), mas em alerta quanto ao crescimento recente.
  • No campo das armas de fogo, foram 29.870 homicídios em 2024, queda de 8,8% frente a 2023; 70,1% dos homicídios foram cometidos com armas de fogo, com variações regionais.

Em 2024, o Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito, com o avanço das motocicletas responsáveis por 41,6% dos óbitos em vias terrestres. O crescimento é marcado pelo papel da economia de aplicativos na mobilidade urbana.

O Atlas da Violência 2026, elaborado pelo Ipea e pelo FBSP, destaca que, apesar da queda de 20% no total de mortes no trânsito em uma década, as mortes envolvendo motos subiram em 2024 frente a 2014.

Motociclistas de aplicativo

A expansão da economia de aplicativos alterou a dinâmica da mobilidade, tornando a motocicleta instrumento de trabalho para muitos brasileiros, especialmente no Norte e Nordeste. Entre 2019 e 2024, as mortes com motos subiram 38%.

Em 2024, o equilíbrio de óbitos no trânsito ficou em 17,5 por 100 mil habitantes, abaixo de 2014 (21,9), mas a tendência de alta preocupa os pesquisadores, que veem produtividade e jornadas extensas elevando o risco.

A coordenação do estudo aponta que o mototaxismo amplia o risco não apenas ao motorista, mas também ao carona, elevando a exposição em ambientes urbanos de alta pressão de tempo.

No Piauí, as motos estiveram envolvidas em 72,7% das mortes no trânsito em 2024, bem acima da média nacional (41,6%). O estado ilustra vulnerabilidade regional na pauta de segurança viária.

Entre as medidas para reduzir a mortalidade, destacam-se redução de velocidade, educação no trânsito, melhoria da infraestrutura e fortalecimento da fiscalização e gestão pública.

Armando novas políticas

A equipe do Atlas recomenda também aperfeiçoar a regulação da atividade, com foco na proteção social dos trabalhadores de aplicativos e em diretrizes de segurança viária para motociclistas.

O estudo também aponta que a pressão por produtividade, associada a jornadas extremas, tornou esse grupo entre os mais expostos aos riscos diários nas cidades brasileiras.

Armas de fogo

Em 2024, o Brasil registrou 29.870 homicídios por armas de fogo, queda de 8,8% frente a 2023 e de 31,2% frente a 2014. A taxa foi de 14,1 por 100 mil habitantes, menor na década.

A região Nordeste concentrou a maior participação de armas de fogo nos homicídios entre os estados, com oito unidades entre os dez com maior peso. Ceará, Paraíba, Amapá e Bahia ficaram acima de 80%.

O Distrito Federal apresentou o menor índice entre os estados analisados, com 40,6%. Roraima e Tocantins também tiveram valores baixos no período.

Segundo os pesquisadores, a redução ocorreu de forma disseminada pelo país, enquanto a região Norte registrou alguns aumentos, destacando Amapá e Roraima.

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