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Uma em cada três mulheres da UE sofre violência, na maioria não denunciada

Um terço das mulheres da União Europeia já sofreu violência, mas a maioria não denuncia; apenas 11,3% reportaram abuso por não parceiros à polícia

People attend a demonstration to protest against femicide, sexual violence and all gender-based violence ahead of the International Day for Elimination of Violence Against Women, in Valletta, Malta November 23, 2025. REUTERS/Darrin Zammit Lupi/File Photo
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  • Cerca de um terço das mulheres na União Europeia já sofreu violência física ou sexual ao longo da vida, segundo a pesquisa.
  • Apenas onze vírgula três por cento das mulheres que sofreram abuso por não parceiros denunciaram à polícia; seis vírgula um por cento relataram violência por parceiros íntimos.
  • Motivos para não denunciar incluem vergonha, autopreconceito, medo e desconfiança na lei; dificuldade de acesso a serviços de apoio também foi apontada.
  • Cerca de trinta vírgula sete por cento das mulheres no bloco relataram violência, leve queda em relação a trinta e três por cento em 2012.
  • Diferenças entre países aparecem no que se refere à prevalence, com cinquenta e oito por cento ou mais em alguns locais e menos de doze por cento em outros; o que os pesquisadores chamam de “paradoxo nórdico” pode refletir tanto experiências reais quanto padrões de denúncia.

Physical and sexual violence atingiu aproximadamente um terço das mulheres na União Europeia ao longo da vida, segundo pesquisa divulgada nesta terça. O estudo aponta que apenas 11,3% relataram violência física ou sexual por não parceiras à polícia e 6,1% relataram violência por parceiros íntimos.

A apuração foi realizada pela Agência dos Direitos Fundamentais da UE (FRA) e pelo Instituto Europeu para a Igualdade de Género. Os dados abrangem entrevistas com quase 115 mil mulheres entre 18 e 74 anos, realizadas entre setembro de 2020 e março de 2024.

A pesquisa traz fatores que impedem a denúncia, como vergonha, auto culpar, medo e desconfiança nas forças de segurança, além de limitações de acesso a serviços de apoio. O relatório aponta que a violência de gênero continua a ser uma violação de direitos, exigindo ações de prevenção, proteção de vítimas e acesso à justiça.

Nordic paradox

As taxas variam amplamente entre os países da UE. Finlândia registra 57,1% de mulheres que sofreram violência, enquanto Bulgária registra 11,9%. Suécia tem 52,5% e Dinamarca 47,5%, ambos com alta percepção de igualdade de gênero. Países com menor igualdade relativa exibem dinâmicas de denúncia mais complexas.

A disparidade pode refletir experiências reais diferentes ou comportamentos de denúncia e percepções distintas de violência em encontros sexuais, segundo pesquisadores. A FRA já havia destacado esse paradoxo em 2012, ano da primeira pesquisa sobre violência contra mulheres na UE.

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