- O Censo ABAV 2025 indica crescimento do turismo de experiência e de roteiros menos padronizados, com foco em vivências locais.
- O turismo de lazer continua sendo o principal motor das agências, representando 62,8% das viagens como atividade principal.
- O levantamento ouviu 697 agências, de 2.343 filiadas à Abav, em 26 estados e no Distrito Federal, feito entre agosto e novembro do ano passado.
- Mais de 92% das empresas são microempreendedores individuais, microempresas ou pequenas empresas, combinando presença digital com atendimento personalizado.
- A presidente da Abav ressalta que a tecnologia (incluindo IA) complementa o trabalho humano, que continua essencial para oferecer experiências personalizadas e planos alternativos diante de mudanças no cenário global.
O Censo ABAV 2025, realizado pela Associação Brasileira das Agências de Viagens, aponta mudanças profundas no setor. O levantamento, feito entre agosto e novembro do ano passado com 697 respostas de 2.343 agências associadas, mostra uma transformação do modelo tradicional para roteiros mais curtos e experienciais.
As agências exploram roteiros menos padronizados e valorizam o lazer como motor principal. Pequenas empresas ganham espaço ao oferecer curadoria personalizada e vivências locais, em um movimento que acompanha a busca por viagens mais significativas.
Entre os dados, 62,8% das agências apontam o lazer como atividade principal. O turismo doméstico ganha força, com crescimento de viagens em família, escapadas rápidas e foco em experiências. Sol e praia e turismo cultural continuam relevantes, mas o turismo de experiência cresce.
Fator humano na era da IA
A pesquisa mostra que, mesmo com automação em evolução, a maioria das micro, pequenas e médias empresas prioriza atendimento humano aliando tecnologia. Mais de 92% são microempreendimentos ou pequenas empresas, com foco em comunicação, reservas e fidelização.
As agências bem-sucedidas combinam presença digital com atendimento personalizado. A presidente da Abav Nacional, Ana Carolina Medeiros, ressalta que a IA complementa, acelerando informações sem substituir o contato humano. O agente de viagem mantém papel central no planejamento detalhado.
Confiança como pilar
O estudo aponta que viajantes ainda buscam segurança ao recorrer à IA para planejar viagens. Em tempos de mudanças de regras de visto, vacinas e crises geopolíticas, o papel do agente segue relevante para planos B e C, atendimento a detalhes e ajustes em tempo real.
O relatório indica um otimismo moderado para o futuro, com recuperação da demanda, uso de novas tecnologias e consumidores mais maduros. O censo sinaliza um ambiente em reconstrução, mas com clareza sobre as tendências do setor.
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