- Viagens e turismo dos EUA devem registrar queda de visitantes internacionais durante a Copa do Mundo, com clima de insegurança citado por grupos de direitos humanos.
- Hotéis de Nova York tornam tarifas mais baixas ante a menor procura; expectativa de receita de quartos ligada ao evento foi reduzida em 60%, para cerca de US$ 60 milhões.
- Reservas de voos da Europa para cidades-sede caíram, em média, 3,8% em junho e julho; para Nova York, recuo de 15,8%.
- Ingressos caros e custos de visto dificultam a ida de torcedores estrangeiros; ingresso mais barato em algumas cidades-sede fica próximo de US$ 1.000.
- A Airbnb aponta aumento de demanda por aluguéis temporários de baixo custo, com tarifas médias subindo de US$ 218 para cerca de US$ 335 a partir de 8 de junho.
Poucos dias antes do início da Copa do Mundo, os EUA não registram o boom esperado no turismo. Hospedagem, voos e venda de ingressos sofrem impacto, com relatos de clima de insegurança e temor entre visitantes internacionais.
Especialistas do setor apontam queda nas chegadas de turistas internacionais. A expectativa de receita de quartos de hotel caiu consideravelmente, em meio a tarifas mais baixas para atrair clientes, enquanto o volume de reservas de voos despenca.
A Federação Internacional de Futebol projeta grande mobilidade de torcedores, mas o setor hoteleiro de Nova York descreve cenário abaixo do esperado. A associação local previu menor contribuição da Copa para a economia hoteleira, com revisões de receita para o fim de semana decisivo.
Demanda e reservas
Dados da Cirium indicam queda de 3,8% nas reservas de voos da Europa para as cidades-sede em junho e julho, frente ao ano anterior. Nova York registra recuo maior, com queda de 15,8% nas reservas para a final em 19 de julho.
A FIFA projetou 1,2 milhão de torcedores para a cidade, mas o setor hoteleiro estima cerca de meio milhão. Houve sinal de recuperação recente em reservas do Reino Unido e Noruega, segundo avaliações do setor.
Preços e logística
Ingressos com preços básicos elevados e modelos de venda dinâmicos elevaram custos para torcedores. O ingresso mais barato em cidades-sede ronda US$ 1.000, segundo a TicketData. Muitos viajantes relatam dificuldades para obtenção de visto e atrasos na logística.
Grandes redes hoteleiras apresentam estratégias de preço; alguns hotéis reduzem tarifas para atrair hóspedes, com exemplos de descontos significativos em propriedades de interesse estratégico. A Marriott e a Hilton ainda não comentaram de forma unificada sobre a procura atual.
Tendências de consumo
Observa-se aumento de última hora em aluguel de temporada, explorado como alternativa mais econômica. Dados da AirDNA indicam crescimento de reservas em aluguéis econômicos nas cidades-sede, com tarifas médias subindo de US$ 218 para cerca de US$ 335 a partir de 8 de junho.
Analistas destacam que parte dos torcedores de alto poder aquisitivo ainda adianta a decisão de viagem até confirmar o andamento das partidas, definindo a procura de forma gradual.
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